sábado, 30 de outubro de 2010

Altos e Baixos



Muitos já disseram em blogs, colunas, crônicas - e agora o SinergiaK reforça: nunca, na história desse país, houve uma eleição tão baixa quanto de 2010, entre Serra e Dilma.

Com um pouco de ajuda da grande mídia, a baixaria praticamente se tornou um circo de ofensas, ataques físicos contra candidatos, factóides, dossiês e tudo acabou desvirtuando nossa atenção do foco principal: as propostas políticas e os planos de governo em si.

Estamos certo de que não era esse debate que esperávamos e que faltou muita coisa que provavelmente veremos somente nos próximos anos. Podemos apenas desejar que, nesse domingo, o voto de cada um seja consciente e que, independente de quem seja o escolhido, que ao menos faça o melhor possível para governar esse país.

Termino dizendo que a única que ganhou foi a democracia. A democracia de poder escolher livremente e votar tranqüilamente. Talvez esse seja o melhor exemplo e sem dúvida o melhor de tudo que vimos.

Nós merecemos isso.

Quem tem medo da privatização



Só de falar, gera raiva em grande parte dos brasileiros começa uma acalorada discussão. Aqui mesmo, entre os integrantes do SinergiaK, existem opiniões adversas sobre o assunto. Posso dizer que esse seja um grande tabu nos meios políticos e na forma como é expresso. Quem faz é sempre hostilizado e quem é contra é sempre o esquerdista. Talvez o que ninguém enxerga, por pura estupidez, é o que está por traz de cada ideologia política e o que pode ser usado como uma estratégia de crescimento nacional. Nessa eleição, por exemplo, vimos que o tema sempre é tratado de maneira distorcida e com muita cautela. Através de ponderações erradas ou uso exaustivo da desinformação, a verdade é que o brasileiro não se aprofunda no debate.

Se o estado fica mais eficiente é difícil afirmar, porém é importante ressaltar que tanto as privatizações feitas por FHC quanto o estadismo de Lula foram fundamentais dentro de sua ética e período histórico.

Vamos destacar o que aconteceu nesses últimos vinte anos.Vale, Embraer e CSN, são exemplos de ex-estatais que deram certo. Engraçado ninguém comentar que Ozires Silva, fundador da Embraer, foi um dos percussores de sua privatização. Os lucros das três gigantes e de seus respectivos setores trazem grandes divisas para o país. Precisamos ponderar também que ainda elas são empresas de capital brasileiro, pois mais da metade das ações pertencem a investidores brasileiros. Foi um acerto de gestão e elas estão bem dentro de suas categorias.

Por outro lado, sem empresas estatais estaríamos numa situação contraditória.Por exemplo: se não fossem os bancos estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES) na crise de 2008/2009 colocarem crédito no mercado a juros subsidiados, provavelmente os bancos privados não se sentiriam estimulados a também colocar dinheiro e, com certeza, encontraríamos um cenário diferente do que passamos. Assim como os estímulos para financiamentos de veículos e para casa própria. A verdade é que os bancos públicos funcionam como um verdadeiro antídoto contra o modelo econômico adotado por algumas empresas privadas.

Então chegamos numa faca de dois gumes: o que precisa discutir é onde o estado se faz necessário estrategicamente e onde pode deixar de estar. Acredito que, por uma questão de filosofia, é possível melhorar a eficiência das estatais e privatizar outras que estejam apenas consumindo dinheiro público sem um verdadeiro retorno para a sociedade.

Para quem é nacionalista, é difícil ver uma empresa símbolo satisfazendo apenas um seleto grupo de investidores. Não é errado pensar assim, porém por trás de toda privatização existe um erro de registro histórico e de um esclarecimento maior sobre o assunto. E se aproveitam disso para fazer demagogia em excesso assim como o inverso.

Privatizar não é problema desde que seja feita de maneira transparente e não coloque nossa soberania em mãos de empresas privadas.

Não estamos defendo nem criticando as privatizações em si. Estamos propondo um debate melhor sobre o assunto e como seremos beneficiados, ou não, com essa política. Já está claro que falta muito para nosso empresariado ter alguma iniciativa empreendedora e para nossa que nossa política se torne eficiente e sincera.

Mas uma coisa é certa: debater nunca é demais.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A bruxa está solta!

Faleceu aos 79 anos, na última terça-feira, 26 de outubro, o senador de SP Romeu Tuma, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. No dia seguinte foi a vez do ex-presidente da Argentina e marido da atual, Nestor Kirchner, vítima de um ataque cardíaco.

Se nessa eleição se ouviu falar muito na chamada “maldição” dos deputados federais mais votados, que morreriam depois de certo tempo, como aconteceu com Clodovil Hernandes e Enéas Carneiro, o fato é que a morte veio buscar, mas não Tiririca como previa a profecia apocalíptica da Câmara dos Deputados.

Há boatos, ainda, de que a candidata Dilma Roussef do PT morreria antes de cumprir os quatro anos de presidente (por causa do câncer que ele teve antes da eleição, falam simplesmente que não tem cura), caso eleita.

Não é um filme de terror, mas a morte está solta.

Vivos

Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, tem exatamente 60 anos de vida política, a mesma idade que tinha Kirchner. Olha que Plínio é um grande candidato a entrar na lista da morte, pois está com 80 primaveras e vem assistindo de camarote a esse filme, essa perseguição da morte aos políticos. No mínimo ele deve estar fazendo uma piadinha “Pô, a mídia esquecer de mim tudo bem... Mas a morte?”

Outro que também dribla a morte é o vice-presidente José Alencar, o homem que de vez em quando tira uns tumores e faz quimioterapia.

Queremos saber seu palpite: qual será a próxima vítima?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

OSPB e EMC




Em 1962, pouco antes do regime militar, colégios brasileiros sofreram alterações em suas grades curriculares e os estudantes que cursavam a 4ª série do ginásio, que hoje corresponderia ao 9º ano (8ª série), passaram a ter aulas de Organização Política e Social do Brasil (OSPB). A disciplina, proposta pelo Conselho Federal de Educação (CFE) e idealizada pelo educador Anísio Teixeira, visava superar uma falha na educação, que não atentava aos valores cívicos nem preparava os jovens para exercerem suas obrigações como cidadãos, e suprir as exigências da Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), de 1961, segundo a qual os alunos deveriam ter, além das disciplinas convencionais, as obrigatórias complementares (OSPB, línguas estrangeiras, desenho) e as optativas (música, artes industriais, técnicas comerciais, técnicas agrícolas).

Depois, já durante a ditadura, foi instituída a disciplina Educação Moral e Cívica (EMC). A matéria, obrigatória a partir de 1969 em todos os sistemas de ensino do país para alunos da 2ª série do ginásio (6ª série ou 7º ano atuais), visava doutrinar ideologicamente as crianças de acordo com os interesses dos ditadores, que disfarçavam essa intenção utilizando o mesmo discurso de OSPB a respeito da necessidade de se fortalecer a unidade nacional e o sentimento patriótico. “Era uma forma dos governos militares doutrinarem e ensinarem história política, mais ou menos como os governos nazista e fascista faziam na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini, sem esquecer a Espanha de Franco...”, conta Renato Violardi, 40, administrador de empresas e vice-presidente do diretório do PSB em Cabreúva.

O ensino do exercício cívico e patriótico dos militares não se limitava às salas de aula: todos os artifícios eram válidos para influenciar os brasileiros, jovens ou não. Na imprensa escrita e falada, por exemplo, eram disseminadas propagandas que enalteciam a potência industrial do Brasil e alertavam a população quanto ao seu dever de contribuir com o desenvolvimento da nação – a Rede Globo, por exemplo, exibia nas manhãs de domingo o programa do ex-militar Amaral Neto, que mostrava as belezas do Brasil, como o rio Amazonas, exalando patriotismo. Essa contribuição abrangia desde participar de desfiles e cumprir as determinações do governo até denunciar pessoas envolvidas em atividades questionáveis e respeitar as autoridades militares. Nas escolas, era obrigatório o hasteamento da bandeira do Brasil às segundas-feiras e seu arriamento às sextas-feiras, no pátio, onde o hino era entoado. Hastear a bandeira era considerado uma honra e só os melhores alunos tinham esse privilégio.

No entanto, apesar da doutrina ditatorial imposta através de OSPB e EMC, as aulas contribuíram com a conscientização e politização dos brasileiros, despertando neles o interesse em participar da vida pública. “Tive essas aulas e, acredite, ajudou muitas pessoas a se politizarem. Para o bem ou para o mal, mas ajudou”, conta Renato.

O Brasil, depois de tanto lutar pelo fim da ditadura e pela redemocratização, sofre de um mal estranhamente contraditório: o desinteresse político. Em relação a 2006 houve uma queda de 7% entre os eleitores de 16 e 17 anos, que não são constitucionalmente obrigados a votar. Muitos não querem tirar seus títulos de eleitor e afirmam não gostar de política. Talvez a solução para esse problema, que faz com que maus políticos sejam eleitos, seja adaptar o estudo das ciências políticas da grade de 1969 para os dias atuais e retirar dessas aulas a parcialidade.

“Acredito que o estudo político, tenha o nome que tiver, deveria fazer parte do aprendizado do que é ser cidadão. Quando não se investe em conhecimento e educação, criamos uma ditadura que domina a informação e a formação intelectual. Sem conhecimento e formação de opiniões, cerceamos a formação da dúvida, que é o grande trunfo da democracia.”, explica Renato. “No entanto, dependendo de quem está no poder, o ensino será sempre diferente. O governo atual, por exemplo, satanizaria a política anterior e evidenciaria a política atual. O ensino político exige seriedade, mas quem está no poder sempre se beneficiaria”, lamenta.

O Senador Acir Gurgacz (PDT-RO) defendeu no Plenário, em meados de 2010, a volta de OSPB às grades curriculares: “eles estão mais preparados para atuar dentro de nossa sociedade organizada e mais aptos a interceder na coletividade com uma postura mais crítica e consciente”, disse, referindo-se aos alunos do Colégio Diocesano Seridoense, localizado no Rio Grande do Norte, que ainda têm aulas de OSPB e EMC.

Felipe Neto, jovem famoso por seus vídeos satíricos e críticos, opina em uma das suas filmagens, sobre políticos, da série Não Faz Sentido: “Se você tivesse matérias na escola que incentivassem a realmente pesquisar sobre o assunto, talvez tivessem muitos jovens por aí defendendo valores, fazendo revoltas”. Ele diz, inclusive, que os cidadãos só se tornaram completamente alheios à política porque, durante anos, foram condicionados a isso.

“Somente a educação muda o Brasil”, sentencia Felipe. “Então larga o Ipod por quinze minutos do seu dia e vai estudar um pouco, vai buscar saber o que é a Constituição Brasileira, o que é democracia... E quem sabe se a gente criar uma conscientização de revolta geral a gente talvez consiga mudar isso daqui a uma ou duas gerações”, recomenda enfaticamente, cobrindo seus espectadores de palavrões.

É claro que, para essas aulas voltarem às grades curriculares, seria absolutamente necessário reformulá-las, reformatá-las, de maneira que não se prendessem às ideologias dos que estiverem no poder e, no entanto, educassem, pois sua verdadeira missão, no nosso regime democrático, deverá ser a formação de cidadãos que olham o mundo pensando nele - pois educação é o caminho rumo ao destino digno que os brasileiros obviamente merecem.

Dilma x Serra




O segundo turno está chegando e, ao invés de ver os presidenciáveis debatendo propostas, o eleitor está sendo obrigado a acompanhar uma verdadeira guerra entre partidos e candidatos que em nada contribuiu para o debate político, para a democracia e muito menos o ajuda a fazer a melhor escolha. Pensando nisso, o SinergiaK compilou as principais propostas de Dilma Rousseff e José Serra, para que você, eleitor, tenha certeza do que está fazendo.

INFRAESTRUTURA

DILMA - Expansão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) reunindo mais investimentos, tanto do setor público quanto privado, subsidiando assim melhorias em rodovias, portos e aeroportos.

SERRA - Aposta em concessões para as rodovias, ferrovias e aeroportos.

IMPOSTOS

DILMA - Pretende reduzir a zero impostos sobre investimentos, sobre folha de pagamento, mas não deixou claro como irá fazer isso. O ICMS terá uma legislação nacional e não por estado, como é hoje.

SERRA - Pretende alavancar o crescimento diminuindo impostos sobre folha de pagamento e energia elétrica. Irá reduzir impostos sobre a cesta básica, saneamento básico, medicamentos e combustível para ônibus. Implantará o modelo da Nota Fiscal Paulista nos demais estados brasileiros.

POBREZA

DILMA - Fortalecerá o programa Bolsa Família, implantará novos programas sociais, com o objetivo de erradicar a pobreza até 2014.

SERRA - Ampliará a Bolsa Família levando-a para 27 milhões de famílias. Criará o 13º salário para o benefício.

DESEMPREGO

DILMA - Não apresentou propostas para combater o desemprego. Diz que continuará a incentivar o consumo interno e práticas que facilitem a legalização de pequenos negócios.

SERRA - Promete a criação de 20 milhões de empregos até 2020, além disso, tirará 5 milhões de brasileiros do trabalho informal e criará cursos profissionalizantes.

Nem Serra, nem Dilma apresentaram propostas para diminuir a jornada de trabalho ou sobre a flexibilização das leis trabalhistas, que tornaria mais fácil o processo de admissão e demissão de empregados.

EDUCAÇÃO

DILMA - Criação de escolas de ensino técnico em cidades com mais de 50 mil habitantes, expansão de vagas no ensino infantil, construção de 6 mil creches e pré-escolas, 7% do PIB (Produto Interno Bruto) será investido na Educação.

SERRA- Ampliação da rede de ensino técnico, criação de 1 milhão de vagas do Protec (bolsa similar ao ProUni), dois professores em salas de alfabetização.

Nenhum dos candidatos fez propostas claras no que se refere a reajuste salarial para profissionais da Educação. A tendência é que Dilma siga os passos de Lula, oferecendo um complemento aos municípios que provarem não ter condições de oferecer bons salários. Já Serra poderá diminuir o tempo do professor em atividades fora de sala.

SEGURANÇA

DILMA - Expansão das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantado em favelas do Rio de Janeiro, levando o programa para outros municípios.

SERRA - Criação de um ministério específico para a segurança, o que pressupõe um maior envolvimento do governo federal em resolver os problemas nessa área.

SAÚDE

DILMA - Criação de 500 postos de Pronto Atendimento (para casos de emergência), em que a União assumirá 50% dos custos, a outra metade fica a cargo de estados e municípios. Investirá na produção e distribuição de medicamentos.

SERRA -Criação de 154 Ambulatórios de Medicina Especializada e clínica para tratamento de usuários de drogas.

IMPRENSA

Tanto Serra quanto Dilma acreditam que a liberdade de imprensa deve ser mantida


Agora não tem mais desculpa. Leia atentamente as propostas dos presidenciáveis e vote consciente. Politize-se!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Câmara dos Deputados

Assim fica a composição da Câmara dos Deputados eleita em 2010:

- O PT elegeu 88 deputados.

- O PMDB elegeu 79 deputados.

- O PSDB elegeu 53 deputados.

- O DEM elegeu 43 deputados.

- Juntos PT e PMDB, se contarmos que são aliados, tiveram 167 cadeiras.

- Juntos PSDB e DEM, se contarmos que são aliados, tiveram 96 cadeiras.

- Da coligação que apóia a candidata do PT Dilma Rousseff excluindo o PMDB, os partidos PC do B, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC, conseguiram juntos 144 cadeiras.

- Da coligação que apóia o candidato do PSDB José Serra excluindo o DEM, os partidos PMN, PT DO B, PTB e PPS conseguiram 40 cadeiras.

- O PSOL elegeu três deputados.

- O PV elegeu 15 deputados.

- O PP elegeu 41 deputados.

- De novidade na câmara aparecem os partidos PRP e PRTB com duas cadeiras cada um e PSL com apenas uma cadeira.

- Na eleição de 2010 os maiores partidos perderam cadeiras na câmara dos deputados. Em relação à bancada eleita em 2006 o PMDB perdeu dez cadeiras. Da oposição o PSDB perdeu 13 cadeiras e o seu aliado DEM perdeu 22 cadeiras.

- O PT ganhou cinco cadeiras em relação à eleição de 2006.

O voto da fé




Depois da Igreja Católica se manifestar contra o aborto e a candidata Dilma Rousseff do PT, os evangélicos, representados pelos seus dois maiores líderes, o pastor Silas Malafaia (Assembléia de Deus Vitória em Cristo) e Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus) decidiram se manifestar.

Malafaia, que aparece na propaganda eleitoral do tucano José Serra, postou em seu site um vídeo onde rebate as criticas de Macedo, que defende Dilma em seu blog pessoal e recomenda que se tome “cuidado com o profeta velho”.

O pastor Silas Malafaia iniciou a campanha política apoiando a candidata Marina Silva e depois, usando o argumento frágil de que o partido dela, o PV, apoiava o aborto, mudou de lado e, para justificar que não apoiaria a candidata Dilma, acusou o PT de ser a favor do aborto e apoiar o casamento de homossexuais. Pronto, o caminho estava aberto para, sabe-se lá com que interesse, apoiar o candidato Serra. Ele a ataca, dizendo: “em vários meios de comunicação, (Dilma) disse que é favorável ao casamento de homossexuais.”

O pastor Silas se defende, alegando que “nunca disse que Marina apoiava o aborto“, mas que mudou de idéia sobre seu apoio porque a candidata do PV não teria uma posição firme sobre o tema. “Ela ficou em cima do muro”, afirma. “O problema da Dilma é que ela mudou de ideia, agora diz que é contra pra não perder a eleição. Edir Macedo, você é o único pastor do mundo que é a favor do aborto”, continua.
“Dilma e Serra têm uma mesma posição”. “Os dois são a favor da união civil homossexual e contra o casamento homossexual. Nós evangélicos somos contra os dois.”

Ao se defender da acusação de se vender, Silas declara que norteia sua vida a partir de um princípio: “Eu não fui comprado por nada. Você foi comprado para defender Dilma, a tua emissora recebe milhões do governo, é chapa branca, com jornalismo tendencioso e não é independente como as outras”, atacou.

“Quem mudou de lado? Na eleição de Lula e Collor, Macedo defendeu Collor e disse que Lula era o diabo. Você tem ganância de poder político”, conclui Silas.


Parece que as coisas estão meio confusas no paraíso.
Nessa eleição vote com fé, só não venha me perguntar em quê.


Charges do Blog do Amarildo.

Governadores


Para entender como Dilma Rouseff do PT e José Serra do PSDB, vão angariar votos pelos Estados na última semana pela corrida presidencial basta apenas analisar como cada partido se saiu nas eleições estaduais. Conta também os partidos que fazem parte da coligação de cada um dos presidenciáveis, além dos apoios independentes vindo de partidários do PV, apesar de alguns preferirem a neutralidade entre elas a ex-candidata a presidente pelo partido Marina Silva.

Abaixo uma análise dos partidos que conseguiram eleger ou reeleger seus candidatos a governadores pelo país:

- O PT elegeu Tião Viana no Acre, Tarso Genro no Rio Grande do Sul e reelegeu Wagner na Bahia e Deda no Sergipe.

- O PMDB reelegeu Sergio Cabral no Rio de Janeiro, Roseana Sarney no Maranhão, Silval Barbosa em Mato Grosso, André Puccinelli em Mato Grosso do Sul.

- O PSB, elegeu Renato Casagrande no Espírito Santo e reelegeu Cid Gomes no Ceará e Eduardo Campos em Pernambuco.

- O PSDB elegeu dois governadores nos estados de maior expressão econômica do país, Geraldo Ackmin em São Paulo e Antônio Anastásia em Minas Gerais. Tmabem elegeram Siqueira Campos no Tocantins e reelegeram Beto Richa no Paraná.

- O DEM elegeu Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte, Raimundo Colombo em Santa Catarina.
- O PMN, reelegeu Omar Aziz no Amazonas.
 
Abaixo, os Estados onde haverá o 2º Turno:

Alagoas - Teotônio Vilela (PSDB) X Ronaldo Lessa – (PDT)
Amapá – Lucas (PTB) X Camilo Capiberibe (PSB)
Distrito Federal – Agnelo (PT) x Weslian Roriz (PSC)
Goiás – Marconi Perillo (PSDB) X Iris Rezende (PMDB)
Pará – Simão Jatene (PSDB) X Ana Julia (PT)
Paraíba – Ricardo Coutinho (PSB) X Zé Maranhão (PMDB)
Piauí – Wilson Martins (PSB) X Silvio Mendes (PSDB)
Rondônia – Confuncio Moura (PMDB) X João Cahulla (PPS)
Roraima – Neudo Campos (PP) X Anchieta (PSDB)

Algumas observações nesse segundo turno:

- O PSB tenta eleger três governadores no segundo turno. Amapá, Paraíba e Piauí.Neste último, Wilson Martins tenta a reeleição.

- No segundo turno o PSDB concorre em 5 estados.Desses Teotônio Vilela tenta a reeleição no estado de Alagoas e Anchieta Júnior em Roraima.

- O PT tem a candidata ao segundo turno no Estado do Pará Ana Júlia que tenta a reeleição e no Distrito Federal têm o candidato Agnelo.O partido também faz parte da coligação da maioria dos governadores que disputam o segundo turno pelos partidos do PSB, PP e PMDB.

Próximo Governo



O próximo governo (PT ou PSDB) vai encontrar um Senado quase totalmente renovado. Apenas 17 senadores se reelegeram. 37 cadeiras são as novidades.
  - O PMDB e PT elegeram, 16 e 11 senadores, respectivamente, número que garante uma boa vantagem em relação aos outros partidos, levando-se em conta que os dois são aliados. Juntos somam 27 cadeiras.

- Da coligação que apóia a candidatura de Dilma PC do B, PRB, PDT, PR, PSB, PSC juntos elegeram 12 senadores.

- O PSDB elegeu cinco senadores.

- Da coligação que apóia o candidato José Serra, os partidos Democratas, PPS, PTB, PMN, juntos elegeram quatro senadores.

- O PP (Partido Progressista) conseguiu eleger quatro senadores.

- O partido PSOL conseguiu eleger dois candidatos ao senado.

- PT e PMDB e aliados ficaram com 39 cadeiras das 54 que estavam disponíveis.



Abaixo os eleitos ao Senado nas eleições de 2010, de acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral.Em negrito os senadores reeleitos.

PMDB
Roberto Requião (PMDB-PR)
Marcelo Miranda (PMDB-TO)
Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC)
Vitalzinho (PMDB-PB)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Eunício de Oliveira (PMDB-CE)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
João Alberto (PMDB-MA)
Eduardo Braga (PMDB-AM)Edison Lobão (PMDB-MA) – Senador (a) Reeleito
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – Senador (a) Reeleito
Gilvam Borges (PMDB-AP) – Senador (a) Reeleito
Renan Calheiros (PMDB-AL) – Senador(a) Reeleito
Romero Jucá (PMDB-RR) – Senador (a) Reeleito
Valdir Raupp (PMDB-RO) – Senador (a) Reeleito

PT
Humberto Costa (PT-PE)
Wellington Dias (PT-PI)
Lindberg Farias (PT-RJ)
Marta Suplicy (PT-SP)
Ângela Portela (PT-RR)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
José Pimentel (PT-CE)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Jorge Viana (PT-AC)Paulo Paim (PT-RS) – Senador (a) Reeleito
Delcídio Amaral (PT-MS) – Senador(a) Reeleito

PSDB
Aécio Neves (PSDB-MG)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)Senador (a) Reeleito
Lúcia Vânia (PSDB-GO) – Senador (a) Reeleito

PSB

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) –Senador (a) Reeleito 

PP
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ana Amélia Lemos (PP)
Ivo Cassol (PP-RO)
Benedito de Lira (PP-AL)


PR
Blairo Maggi (PR-MT)
Magno Malta (PR-ES) Senador (a) Reeleito
João Ribeiro (PR-TO) – Senador (a) Reeleito

PSOL
Marino Brito (PSOL-PA)
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

DEM
Demóstenes Torres (DEM-GO) - Senador (a) Reeleito
José Agripino (DEM-RN) – Senador (a) Reeleito

PDT
Pedro Taques (PDT-MT)
Cristovam Buarque (PDT-DF) – Senador (a) Reeleito

PPS
Itamar Franco (PPS-MG)

PC do B
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

PRB
Marcelo Crivella (PRB-RJ) – Senador (a) Reeleito

PSC
Eduardo Amorim (PSC-SE)

PMN
Sérgio Petecão (PMN-AC)

PTB
Armando Monteiro (PTB-PE)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rinha de galos



Você brasileiro já assistiu a peça de teatro mais falada dos últimos dias? O segundo turno é líder em críticas em todo o país! Cenas que mostram amor à pátria, ódio, injúrias e até mesmo violência.

Os protagonistas são Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), políticos que fazem propostas perfeitas e tem objetivos iguais. Mas vez ou outra se atacam nos bastidores (que são vistos e tem repercussão em toda mídia nacional!).

É, parece brincadeira, mas a história é séria. O último capítulo que assistimos foi a agressão cometida ao candidato José Serra. Atingido supostamente por uma bolinha de papel e um rolo de fita adesiva na cabeça, Serra se sentiu fragilizado e sobraram críticas até mesmo ao presidente Lula. “Eu fico preocupado com a principal autoridade da República, de alguma maneira, dando cobertura a atos de violência”. Toda essa movimentação foi em campanha, quando se chocaram petistas e tucanos. Logo dá para imaginar a tensão e tumulto que foi causada no local.

Do outro lado, Dilma contou que também sofreu agressões, mas nem por isso precisou fazer tanto alarde quanto seu concorrente. “Eu acredito que esta campanha não pode se pautar por níveis de agressão nem por tentativas de criar factóides”, diz.

Esperemos pelos próximos...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O lamento de Heloísa



A vereadora de Maceió e candidata ao senado Heloísa Helena mostrou, no dia 20, sua insatisfação com a executiva nacional de seu partido, o PSOL, pelo o apoio à candidata petista Dilma Rouseff. Devido a este descontentamento, Heloísa decidiu deixar a presidência da sigla, cumprindo por escrito uma formalidade do que “ de fato já estava acontecendo” e ainda diz que considera o apoio ao PT uma “total falta de identidade”.

Em sua carta, a vereadora demonstrou uma certa decepção com o partido, pelo qual sempre se dedicou, e admite sua derrota nas eleições e dentro da executiva nacional, na qual vem perdendo desde o final do ano passado, quando queria apoiar a candidata do PV Marina Silva para a presidência. 


 
 Leia abaixo a íntegra da Carta de Afastamento da Presidência do PSOL:

1. Agradeço a solidariedade de muitos diante da minha derrota ao Senado (escrevo na primeira pessoa pois sei, como em outras guerras ao longo da história já foi dito “A vitória tem muitos pais e mães, a derrota é orfã!). Registro que enfrentei o mais sórdido conluio entre os que vivem nos esgotos do Palácio do Planalto – ostentando vulgarmente riquezas roubadas e poder – e a podridão criminosa da política alagoana. Sobre esse doloroso processo só me resta ostentar orgulhosamente as cicatrizes, os belos sinais sagrados dos que estiveram no campo de batalha sem conluio, sem covardia, sem rendição!

2. Comunico à Direção Nacional e Militância do Psol a minha decisão de formalizar o que de fato já é uma realidade há meses, diante das alterações estatutárias promovidas pela maioria do DN me afastando das atribuições da Presidência. Como é de conhecimento de todas(os) fui eleita no II Congresso Nacional por uma Chapa Minoritária, composta majoritariamente pelo MES e MTL, em um momento da vida partidária extremamente tumultuado que mais parecia a velha e cruel opção metodológica das lutas internas pelo aparato diante dos escombros de miserabilidade e indigência da nossa Classe Trabalhadora. Daí em diante o aprofundamento da desprezível carnificina política foi ora transparente ora dissimulado mas absolutamente claro!

Assim sendo, em respeito à nossa Militância e aos muitos Dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das Instâncias Nacionais (culminando com o apoio a Candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do Partido o meu afastamento e a minha permanência como Militante Fundadora do Psol, sempre à disposição das nobres tarefas de organização das lutas do nosso querido povo brasileiro! Avante Camaradas!

*

O humorista Marcelo Tas (@marcelotas), em seu twitter, questiona: "Heloisa Helena saiu do PT, virou à esquerda e foi pro PSOL. Agora, revoltada com apoio a Dilma, deixa presidência do PSOL e vai para onde?"

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O bom filho à casa torna?



No último dia 15 a executiva nacional do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) aprovou a resolução por 13 votos a 2, no qual irá apoiar o voto nulo e o que chamou de “voto crítico" à candidata Dilma Rousseff.

O partido disse que não apóia nenhuma das duas candidaturas ao Palácio do Planalto, que considera a pauta de José Serra e a aliança PSDB-DEM um "retrocesso e uma ofensiva do Neoliberalismo da Direita e do conservadorismo no Brasil" e que Dilma “se recusou sistematicamente ao longo do primeiro turno a assumir os compromissos defendidos pela candidatura do PSOL, além de manter compromissos com os banqueiros e as políticas neoliberais”.

O candidato à presidência pela sigla, Plínio de Arruda Sampaio, deixou claro que seu voto será nulo nesse segundo turno.

Perfeição?


No ano de 1994, a banda Legião Urbana lança o álbum “O Descobrimento do Brasil, o qual teve como sua principal música de trabalho Perfeição, que mostra ser franca e ao mesmo tempo irônica quando fala: “Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa velório e caixão, esta tudo morto e enterrado agora já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção.” Essa frase de Renato Russo, escrita há 16 anos, parece fazer sentido no atual quadro político que nosso país vive nesse segundo turno das eleições para presidente. Parece que os candidatos José Serra e Dilma Roussef preferem se atacar ao invés de mostras seus projetos à população brasileira, deixando-nos assim órfão de bons representantes talvez para o cargo mais importante da America Latina.

O vazio de seus discursos somados a sua falta de compromisso com o povo brasileiro em debates, nos quais vemos apenas uma briga pessoal ou partidária e não idéias e propostas, uma verdadeira luta livre na propaganda eleitoral, que invade a televisão brasileira obrigatoriamente. Pelo jeito o Brasil e seu povo foram mais uma vez colocado para escanteio por motivos mais nobres, como, uma boquinha de quatro anos no palácio da Alvorada, partidos ocupando cargos em estatais e ministérios.