Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Parlamentares não podem ser denunciados na Polícia

Em 25 de abril, o senador Roberto Requião se excedeu ao arrancar o gravador da mão do repórter Victor Boyadjian.
O repórter fez uma pergunta que pelo jeito não o agradou muito : pergunto ao senador, que é ex-governador do Paraná, se ele abriria mão da aposentadoria. Como resposta, recebeu uma ameaça. Ele  arrancou o gravador da mão do jornalista e apagou o conteúdo antes de devolver.
Acredito que o senador Roberto Requião deixou claro que não abriria mão da aposentadoria, mas não poderia simplesmente responder sem ameaças físicas. O pior da historia, no entanto, é que o jornalista tentou registrar queixa na Polícia do Senado, mas teve o pedido recusado. Parlamentares não podem ser denunciados na Polícia. Que mundo é esse em que vivemos? Só pelo fato dele ser um parlamentar ele não pode responder pelos seus atos de acordo com a lei? A única maneira de denunciar o senador é pela corregedoria, mas desde a morte de Romeu Tuma o Senado não tem um corregedor.
O senador pegou o gravador e saiu resmungando, dizendo que queria bater no ‘moleque’. Perguntou ainda se ele queria apanhar.  “Acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo.” disse Roberto Requião.
O engraçado é que todos os cidadãos no Brasil e no mundo, pode ser atuado pelo crime de ameaça ,menos um parlamentar. Acredito que isso vai contra a própria lei, porque o crime vem descrito no art. 147 do Codigo Penal Brasileiro: "a pena cominada ao crime é de detenção de um a seis meses, ou multa."
Porque um parlamentar não pode cumprir essa pena? O mundo não luta por igualdade social? Por que não começar por aí? Ele é melhor que qualquer outro cidadão para não poder ir a uma delegacia prestar esclarecimento? Foi uma ameaça publica, alguma coisa devia ter sido feita!
Para todas as perguntas, nenhuma resposta.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sarney está de volta

Há algumas semanas fomos surpreendidos, ou não, com a reeleição de José Sarney ao cargo de presidente do senado. O Senado Federal, juntamente com a Câmara dos Deputados, compõe o Congresso Nacional, que é o Poder Legislativo do Brasil. O Poder Legislativo tem como atribuições, além de outras, criar, votar e colocar em pratica projetos de lei.

José Sarney está em seu quarto mandato como presidente do Senado Federal, mas garante que esse será o ultimo, mas será que podemos confiar mais dois anos em alguém que, no passado, foi flagrado utilizando dinheiro público para bem próprio, deixando quem realmente precisa desamparado, e que continua circulando pelo Congresso com tom de cinismo e hipocrisia, sabendo que a impunidade reina na região central do Brasil?

Dessa vez, pudemos perceber que os veículos da grande mídia nacional tentaram dar uma amenizada na reeleição de Sarney. No entanto, com o avanço das mídias alternativas, como o Twitter, e o Facebook, esses assuntos não estão caindo no esquecimento. As redes sociais têm ajudado a população a se informar sobre o que está acontecendo no Congresso a cobrar mais de seus governantes.

Cada vez mais o Brasil tem se conscientizado de que quem realmente tem o poder é o povo e que, se nós escolhemos, a responsabilidade é nossa.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Meias verdades

Não basta saber. Na política, é necessário entender o que está acontecendo. Políticos mal intencionados podem, com algumas palavras, distorcer a realidade em seu benefício e fazer-nos acreditar no que dizem. Algumas vezes, principalmente em época de campanha, isso acontece e cabe a nós estarmos preparados para não sermos enganados.

O texto abaixo foi escrito por Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, e mostra como um discurso, se não for acompanhado por uma pesquisa e um imenso interesse, pode confundir o eleitor, fazendo-o acreditar numa meia verdade.

O discurso de Dilma, a tungada os números da educação
Por Reinaldo Azevedo

Ai, ai… Vamos lá. Se não eu e mais uns dois ou três, então quem, né? Não, eu não me incomodo de ser um dos súditos chatos da rainha. “Você é bobo da corte”, diz um petrralha. Tudo bem! O bobo era o único que tinha licença para dizer certas coisas ao rei, né? De vez em quando o soberano se chateava e mandava açoitá-lo. Como Dona Dilma Primeira não pode fazer isso ainda…

A íntegra do pronunciamento dela está aqui aqui. Não foge àquela linguagem grandiloqüente típica dos auto-elogios de governos. De relevante, já notei no post anterior, há o seqüestro de uma proposta do programa de governo do tucano José Serra. Não é a primeira vez.

Durante a campanha, o PT tentou investir na confusão, afirmando que Serra estaria querendo acabar com o ProUni, substituindo-o pelo Protec. Era, obviamente, uma mentira. Mas o PT não tem problema com isso: 31 anos de experiência! Dilma também tungou o tal Plano de Prevenção de Catástrofes. Quando seu adversário tocou no assunto, ela respondeu que o PAC 2 daria conta de tudo. Aí veio a “Tragédia das Pedras”, como diria aquela vidente…

Demonstrando que a loba pode mudar de marketing, mas não de vício, Dilma referiu-se  negativamente à progressão continuada, o que foi entendido como uma referência a São Paulo. É mesmo? Leiam:
“É hora de investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o país, de criar condições de estudo e permanência na escola para superar a evasão e a repetência e muito especialmente acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada.”

Eu sou contra o método, já escrevi umas 500 vezes. Os motivos são muitos, mas não vou me estender neste texto a respeito. Só que quem introduziu a prática no Brasil foi o mitológico Paulo Freire, petista, quando secretário de Educação da cidade de São Paulo. Os petistas levaram o modelo para Belo Horizonte, Porto Alegre, Guarulhos, entre outras cidades. Aloizio Mercadante tentou transformar a questão numa cavalo de batalha. Não deu.

Mas atenção para o mais interessante. Existe um exame que mede o desempenho dos alunos e estabelece metas: Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb). Em que posição está São Paulo? Vejam.

SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL:
Nota de São Paulo - 5,5
Nota do Brasil - 4,6
Meta nacional - 4,2
Colocação de São Paulo - 2º lugar; só perde para Minas, que obteve 5,6

Notas anteriores:
2005 - 4,7
2007 - 5,0

SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Nota de São Paulo - 4,5
Nota do Brasil - 4,0
Meta nacional - 3,7
Colocação de São Paulo - 1º lugar

Notas anteriores
2005 - 4,2
2007 - 4,3

ENSINO MÉDIO
Nota de São Paulo - 3,9
Nota do Brasil - 3,6
Meta nacional - 3,5
Colocação de São Paulo - 3º lugar - perde para PR (4,2) e SC (4,1) e empata com RS

Notas anteriores
2007 - 3,6
2009 - 3,9

Para encerrarEm 2009, o PT administrava cinco estados - Acre, Piauí, Pará, Bahia e Sergipe. Sabem quantos deles conseguiram atingir a meta estabelecida pelo Ideb? Um só: o Acre.
Em matéria de educação, os petistas podem aprender muito com São Paulo… E olhem que eu sou contra a progressão continuada…

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Plano

A cronista Lílian Buzzetto, do blog Mulherices, consegue expressar, com muito humor, alguns dos sentimentos dos brasileiros politizados acerca do trabalho dos deputados e senadores, que têm deixado muito a desejar.

O Plano - Lílian Buzzetto

2011 é impar, né? Isso significa que passaremos um ano sem Copa do mundo, sem Olimpíada, sem 29 de fevereiro e – claro, sem eleição. Eu sei que muita gente esquece a existência dos políticos em anos ímpares, mas, infelizmente, eles continuam lá fazendo...

(se eu usar palavrão no parágrafo de abertura a Karina me mata, né?).

Bem, nossos políticos ainda estão lá fazendo aquilo que eles estão habituados a fazer.

Como eu ainda não estou satisfeita com esses moços e moças do Planalto, pensei, pensei e finalmente: eu tenho um plano, cambada – e o plano é bom. É utópico e não vai ser posto em prática porque as pessoas, inadvertidamente, não me escutam, mas é bom.

Pois bem, acho que, com algumas módicas alterações, conseguiríamos resolver muitos problemas do nosso sistema legislativo – então segue o passo-a-passo do pacote-básico [há um plano avançado, mas comecemos pelo simples]:

1. 513 Deputados e 81 Senadores. Pra quê? Não quero acompanhar só o que faz o meu candidato porque estou sujeita as idéias de jerico, digo leis, provenientes de todos os eleitos. É inviável trabalhar, estudar, namorar, manter unhas e cabelos impecáveis e fiscalizar o que quase 600 criaturas estão fazendo. Para 26 Estados mais o Distrito Federal, algo como 81 deputados [3 para cada] e 54 senadores [2 para cada] estaria de bom tamanho. Mantém a tal da representatividade e é possível, com certo esforço, controlar 128 filhos-de-Deus.

2. Mandato de 4 anos para todo mundo. Esta coisa de 8 anos, ora elege um, ora elege dois, sai metade, sai inteiro, vota na raiz quadrada de 1,8 é muito confusa. Tenho a impressão de que alguns se beneficiam dessa zona para me enganar e estão no cargo há mais 12 anos. É só uma impressão, mas é melhor descomplicar.

3. Deputados e Senadores deveriam ser tratados como funcionários – passíveis de demissão, exoneração, “impeachmação” ou algo que o valha. Cometeu crime: fora; faltou demais, fora; faltou seguidamente, abandono de cargo; é reiteradamente estúpido e incompetente: rua... Para facilitar, haveria uma lista de direitos e deveres que eles receberiam em uma pastinha de papelão no 1º dia de serviço, durante um ciclo de apresentações e dinâmicas chamado Integração [que contaria com longa palestras motivacionais idiotas para ver se algum deles proíbe esta prática estapafúrdia – ao meu ver].

4. Para suprir as vagas abertas pelas demissões, eleição poderia funcionar como concurso público com validade de 4 anos. Mínimo de votos = candidato habilitado. Demitiu um, chama o 129 e assim por diante, demitiu dois, chama o 130 e assim por diante.

5. Senadores e Deputados estão habituados a trabalhar de 3ª-feira a tarde a 5ª de manhã. Deixaríamos assim. Às 2ª feiras (das 8 da manhã às 17 horas), eles participariam do Curso de Formação de Legisladores [ninguém é obrigado a nascer sabendo, mas a gente explica] que contaria com aulas de economia, direito, saúde pública, segurança, ética, educação moral e cívica, etiqueta, moda, datilografia... A manhã de 3ª seria livre para estudo. Quinta à tarde, livre para a preparação de seminários que seriam apresentados às sextas [sim, seminários para desenvolver falar em público sem parecer um operador de telemarketing que leu o dicionário]. Como sou boa, o plano permite eliminação de matérias: quem é formado em direito, elimina legislação, quem é saúde, as de saúde.... NINGUÉM ELIMINA ÉTICA. As disciplinas dariam créditos e um diplominha – com carimbo do MEC e tudo.

6. Benefícios: 10 salários mínimos – sim, o dinheirinho deles estará diretamente ligado ao mínimo; se quiserem ganhar mais, bem... entenderam, né? Com cerca de R$ 5.000 (fora os descontos, claro) dá para viver muito bem. Até porque eles teriam direito a várias regalias como: assistência médica e odontológica (SUS), educação para os filhos (escola pública), carro (Uno Mille ou Gol bolinha - branco, básico, com um enorme logotipo da respectiva casa legislativa), moradia em Brasília (num complexo de apartamentos de 2 quartos + 1 suíte e varanda – L-U-X-O!).

7. Por baixo dos panos, nossos legisladores teriam direito de roubar material de escritório (canetas, clipes e cadernos para os cursinhos) como todo pobre mortal. Que fique claro: eles poderiam roubar material de expediente. Computadores, impressoras, telefones, mesas, cadeiras, cobre da fiação: NÃO SERÃO INCLUSOS nesta autorização extra-oficial.

8. Férias = 30 dias/ano. Não pode tirar todo mundo junto, pode reverter parte em dinheiro e todo aquele blábláblá de acordo com a CLT ou semelhante. Importante: feriados poderiam ser emendados. A folguinha cai na terça? Eles poderiam matar a segunda, mas o seminário da sexta-feira NÃO estaria cancelado.

9. O primeiro semestre, para todos, seria um estágio probatório – no qual eles não poderiam criar novos Projetos de Lei, apenas votar o que está engavetado e atrasado. Neste período, eles estariam estudando muito, aprendendo coisas básicas como “A Constituição Federal – como não fazer a porra de uma lei inconstitucional, sua besta” (podemos reformular o nome deste curso para impressionar no certificado). Reprovou nas aulas: mais seis meses. Não passou na segunda chance? Jubila e demite – sem diplominha. Lembrando que durante esta fase, eles estarão sujeitos a tudo que o estagiário padrão está: sem benefícios, com direito a fazer o próprio café e mexer na máquina de xérox.

A base do plano é essa aí.

Sabemos (eu, pelo menos, sei), por experiência empírica, que nada do que propus mata ou traumatiza de forma irreversível – logo, não teríamos problemas com o povo dos Direitos Humanos. E se vocês decidirem levar algo do plano adiante e precisarem de um projeto com ementa, objetivo e métodos, para aplicar esta joça em caráter de urgência, preparo em 3 dias.

PS: Estou aberta a sugestões para melhoria do plano. Idéias?

O SinergiaK também quer saber sua opinião. Acha o plano de Lílian infalível? Conte pra gente!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dever cívico

Por quatro meses os brasileiros demonstraram um enorme interesse pela política do país. Acompanharam e discutiram no dia a dia os problemas mais importantes apresentados por todos os candidatos:  à presidência da república, governadores, senadores e deputados estaduais e federais, que demonstraram em seus discursos propostas que, se fossem realmente colocadas em práticas, resolveriam todos os problemas do Brasil.

Mas passadas as eleições, o povo infelizmente cria uma barreira anti-politica. Muitos, após alguns meses, nem ao menos se lembram em quais candidatos votaram. Os vários projetos apresentados durante a campanha sequer saem do papel. E tudo isso se deve ao fato dos eleitores não exercerem seu dever democrático, que é cobrar e fiscalizar as ações dos políticos por eles eleitos. 

Nesses últimos anos, alguns projetos importantes deixaram de ser votados por falta de interesse de deputados e senadores - que nós elegemos. Porém, vários projetos que vão de encontro com os direitos já conquistados pelos trabalhadores, só não foram aprovados porque o presidente Lula vetou.

Um exemplo claro disso é a Emenda 3, tirada do projeto da Super Receita. A finalidade dessa emenda é burlar os direitos trabalhistas, transformando o trabalhador de carteira assinada em empresa ou pessoa jurídica. Ele deixa de ser empregado e passa a ser um prestador de serviços, mas continua cumprindo horários, recebendo ordens e exercendo as mesmas atividades de antes, nas dependências do contratante. Quem presta serviços nessas circunstâncias, em atividade não eventual, é considerado empregado, segundo o artigo 3º da CLT.

A conseqüência da mudança de status de pessoa física e empregado para pessoa jurídica e prestador de serviços é que o ex-empregado não terá mais direitos trabalhistas, como férias, 13º, FGTS, multa por ocasião da demissão; nem previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-reclusão e licença-maternidade, entre outros, exceto, no caso da Previdência, se continuar segurado do INSS e pagar 20% sobre o mesmo valor que, como empregado, pagava de 8% a 11%.

A empresa contratante, por sua vez, além de poder contar com a prestação de serviços ininterruptos pelos 12 meses do ano (empresa não tira férias), ainda fica livre do pagamento para o INSS de 20% sobre a folha, a título de contribuição previdenciária. Não terá que pagar 13, nem 30 dias férias, acrescidas de um terço; não pagará contribuição para o Sistema “S” sobre esse prestador de serviço; não terá que pagar 8% de FGTS; não terá que pagar aviso prévio proporcional nem tampouco pagar a indenização de 40% sobre o montante do FGTS.

As eleições acontecem de tempos em tempos, mas política está no dia a dia de nossas vidas. Temos que praticar nosso dever cívico e democrático, cobrando e fiscalizando os candidatos eleitos. O nosso futuro está em nossas mãos e não podemos deixar os políticos mudarem isso.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um desabafo, uma revolta


Permitam-me um desabafo:

Desde que demos início ao SinergiaK, blog com objetivo único de tornar a política mais palatável aos jovens, tudo o que discutimos é isso: política.

E tenho ouvido, com grande freqüência, amigos e conhecidos reclamando veementemente da situação política brasileira atual, da falta de caráter e ética dos eleitos, da inconsciência dos eleitores, da falta de respeito com os cidadãos, do desinteresse, da ausência, do desleixo, do dinheiro roubado, desperdiçado, jogado fora.


E, no entanto, apesar de ser um bom começo - já que toda mudança se inicia com um descontentamento - sou terminantemente obrigada a fazer uma das minhas perguntas favoritas: O QUE VOCÊ VAI FAZER EM RELAÇÃO A ISSO?

Sim, porque reclamar é fácil.

O que eu faço em relação a isso? Sim, é uma pergunta pertinente. Estou, como vocês, como cega em tiroteio ou cachorro em dia de mudança, sem saber pra que lado correr. Nós, brasileiros, sabemos o que está errado - mas não sabemos o que fazer com o problema, não sabemos que atitudes tomar. Temos a mania pessimista de achar que nada que possamos fazer representará diferença ou resultado considerável.

Mas como o Brasil vai estar daqui dez anos, quando nós, universitários, estivermos formados, no mercado de trabalho, com filhos, talvez, pagando nossos próprios impostos e planos de saúde?

O QUE VAMOS FAZER EM RELAÇÃO A ISSO?

Demos o primeiro passo com o recém-nascido SinergiaK, é um fato. Obrigatoriamente, agora, leio noticias sobre política e acompanhei sem dor as campanhas presidenciais. Votei, pela primeira vez. E nunca fui parar no hospital por participar de sessões da Câmara dos Vereadores - por mais que minha gastrite atacasse.

O fato é que carecemos urgentemente de uma revolução: cartazes, fotos, vídeos, barulho: persuasão. Qualquer coisa que recrute seguidores dessa causa. Mudar o mundo, talvez. Primeiro, quem sabe, mudar o nosso mundo.

O problema é minha cabeça sozinha não pensa melhor do que todas as de vocês, pessimistas que acham que tudo está perdido, juntos.

Quero que o Sinergia ganhe força. Que, como o Thales escreveu, outras sinergias surjam e cresçam e se integrem e misturem - e façam com que todos entrem nessa onda.

Mas há um problema: o pessoal não se dá conta, por exemplo, que é a POLÍTICA que estipula que o imposto sobre os seus cigarros tenha subido em outubro de 2010. É a POLÍTICA que faz com que se que se pague tanto imposto sobre o preço da gasolina, tanto que sem ele o litro custe cerca de R$ 1,25.

É a POLÍTICA que determina quantas horas você vai ficar na fila de espera do SUS, e a qualidade da consulta, se não puder pagar um plano de saúde exorbitantemente caro. É a POLÍTICA que diz quantas horas você vai trabalhar na semana e quanto dias você vai ter de folga - e quanto você pode ganhar por isso.

É a POLÍTICA quem manda prender ou absolver quem te rouba, agride, estupra ou mata. É a POLÍTICA que decide quanto você vai pagar na cerveja, no Verdinho ou no Baiano. É a POLÍTICA que impõe à nós, brasileiros, a liberdade ou a censura, o direito ou o dever.

Por isso, não podemos deixar que a POLÍTICA aconteça sem nós.

“Mas os políticos são uns corruptos que não estão nem aí pra nada, só querem roubar nosso dinheiro e não fazem nada pelo povo”, vocês vão me dizer.

E eu respondo:

Em 1984, os brasileiros, revoltados como nós, se manifestaram pelas eleições diretas - e mudaram a história do país.

Em 1992, os brasileiros, revoltados como nós, provocaram o Impeachment do então presidente Fernando Collor - e mudaram a história do país.

E em 2010, nós, brasileiros revoltados, faremos o que?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E agora, Dilma?



O resultado foi anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 20h13: Dilma Rouseff (PT) é a nova presidente do Brasil. Com 56% dos votos válidos (brancos e nulos não são computados), ela entra para a história como a primeira mulher presidente do Brasil.

A candidata eleita contou com a participação do atual Presidente, Lula, em sua campanha e as pesquisas já apontavam sua vantagem sobre o adversário, José Serra (PSDB), que, no segundo turno, contou com 44% dos votos válidos.

No segundo turno, no entanto, a abstenção de votos foi maior: 21,47% dos eleitores deixaram de votar, maior índice registrado desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger seu governante de forma direta, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em seu primeiro discurso como presidente, Dilma reforçou as promessas que fez durante a campanha e mais: “Registro aqui outro compromisso com meu país. Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais, básicos, da alimentação, do emprego, da renda, da moradia digna e da paz social.”
 

 
A equipe SinergiaK parabeniza Dilma Rouseff pela vitória e deseja que ela cumpra seu mandato da melhor maneira possível, visando sempre o bem do povo e o cumprimento de seus deveres presidenciais e de seus subordinados.

E torce para que ela e seu vice cumpram, principalmente, a promessa feita em seu primeiro discurso como eleita: “trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

É isso que esperamos: metas, trabalho, resultados e - sim - transparência, decência e honestidade.

Boa sorte.

Desafios do novo governo



Após vários meses de disputa eleitoral, neste domingo, 31 de outubro, a petista Dilma Rouseff se tornou a primeira mulher presidente do Brasil. Com 56% dos votos, Dilma derrotou o tucano José Serra no segundo turno que ficou com 44% dos votos.

Apadrinhada pelo presidente Lula, que foi o grande responsável pala sua vitória nessas eleições, ela terá grandes desafios para comandar o país.

Dilma terá que lidar com grupos diferenciados da sociedade. A oposição, apesar de derrotada, saiu muito forte nessas eleições, pois Serra teve a expressiva votação de mais de 43 milhões de votos. Outro fato com que terá que lidar, é conquistar os 21% do eleitorado que, por protesto ou por falta de opção, se absteve nessa eleição.

Sem a mesma experiência política do presidente Lula, Dilma terá que mostrar se realmente está preparada para lidar com os mais diversos políticos do país. Montar seu ministério já é um grande desafio. Coligada com nove partidos políticos (PMDB -PCdoB - PDT - PRB - PR - PSB - PSC - PTC - PTN), mais o PP, que declarou apoio no segundo turno, a presidente terá que acomodar toda esta gente em seu governo.

Isso sem falar do PT, que é seu partido.

Dilma irá governar com a maioria do Congresso: 352 Deputados Federais e 53 Senadores, o suficiente para aprovar leis, medidas provisórias e fazer mudanças na Constituição. Mas nem tudo é fácil, pois vários projetos vão de encontro com os interesses das várias bancadas políticas formadas, mesmo que da base aliada.

De certa forma, a presidente vai ter que trabalhar muito para realizar as várias promessas de campanha em que ela se comprometeu para toda uma nação. Isso sem falar dos vários projetos engavetados que outrora fora promessas de campanha do Lula. Projetos como a reforma política, previdenciária e a tão esperada reforma tributária, estão esperando para serem votadas, só falta coragem e boa vontade.

Num país democrático, mas, de certa forma preconceituoso, Dilma ainda tem que provar para a sociedade a grande capacidade de liderança que tem as mulheres. Se tornando a primeira mulher presidente do Brasil, ela quebra um paradigma que há tempos predomina na política brasileira: o “machismo”.

Além de todos esses fatores, Dilma ainda vai ter que governar tendo à sombra, um presidente que está saindo com o maior índice de popularidade que qualquer governante já teve.

As comparações serão inevitáveis. A pergunta que fica é: será que Dilma conseguirá governar com toda essa pressão? O povo espera que sim.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mais do mesmo


O dia 31 de outubro de 2010 entrou para os anais do Brasil. Pela primeira vez uma mulher é eleita presidente do Brasil, um marco que acompanha outros países como a Alemanha, Argentina e Chile.

Dilma Roussef, no entanto, tem uma difícil tarefa pela frente - fazer o que homens como José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva não fizeram: uma revolução de valores na qual se invista pesado em educação, saúde, em eliminar a fome e fazer a reforma agrária.

Só tem um problema: tanto na campanha da eleita quanto na de José Serra, a grande preocupação foi se mostrarem católicos (poderiam até serem canonizados) e atacarem um ao outro, fazendo um julgamento de quem era honesto e quem tinha capacidade de governar o país (aliás, Serra sempre ataca as pessoas ele não o que é um debate ou uma propaganda política. Explico para ele então que é um espaço dado aos candidatos para que apresentem seu plano de governo.)A candidata petista, por sua vez, ficou o primeiro turno inteiro indo a debates e não debatendo, pois não respondia nenhuma pergunta, apenas fazia propaganda do que o PT fez e do que ele teoricamente fará.

Nas próximas eleições seria interessante se tivermos debates de idéias e, melhor, que cada candidato efetivamente demonstre seus planos de governos, pois só assim se faz uma nação: com debates e não briguinhas.

Começa hoje, para todos nós, o papel do eleitor, do cidadão, de não deixar a guerra começar nesse próximos quatro longos anos.

A gente não sabemos escolher presidente

Quando Roger Moreira, vocalista do grupo Ultraje a Rigor, escreveu a música Inútil na década de 1980, parecia até que ele estava vivendo nos dias de hoje. Inútil era um grito de repúdio e crítica ao sistema político da época. Com a frase: “A gente não sabemos escolher presidente”, a música se encaixa certinho nos dias atuais. O povo não consegue analisar propostas e nem avaliar o que o país precisa num contexto geral para se viver melhor.

Esta eleição certamente ficará marcada por ter sido umas das campanhas que mais sofreu influência de diversos setores da sociedade. A mídia, ou uma boa parte dela, que deveria ser imparcial, claramente escolheu seus candidatos. Exemplo, a revista Veja defendeu a campanha do Serra e a revista Isto É se posicionou do lado de Dilma. As igrejas que em todas as eleições se mostravam neutras, nessa confundiram ainda mais a cabeça dos eleitores. Tanto as doutrinas católicas quanto as evangélicas se envolveram nessa campanha defendendo temas que são verdadeiros tabus na sociedade.

A liberação do aborto e a liberação do casamento homossexual são temas polêmicos a serem discutidos. São temas que toda a sociedade deverá debater, mas que não podem ser predominantes em uma campanha política. A educação, saúde, segurança, trabalho, problemas sociais como distribuição de rendas saneamento básicos etc., são alguns temas que deveriam ser prioridades nos planos de governo dos candidatos, mas que perdem espaço para os boatos e trocas de insultos entre os presidenciáveis.

O povo, perdido em meio a este tiroteio, influenciados por mídias, padres e pastores, votam nas imagens que lhe são passadas. Por estes e vários outro fatores, "a gente não sabemos escolher presidentes."

sábado, 30 de outubro de 2010

Altos e Baixos



Muitos já disseram em blogs, colunas, crônicas - e agora o SinergiaK reforça: nunca, na história desse país, houve uma eleição tão baixa quanto de 2010, entre Serra e Dilma.

Com um pouco de ajuda da grande mídia, a baixaria praticamente se tornou um circo de ofensas, ataques físicos contra candidatos, factóides, dossiês e tudo acabou desvirtuando nossa atenção do foco principal: as propostas políticas e os planos de governo em si.

Estamos certo de que não era esse debate que esperávamos e que faltou muita coisa que provavelmente veremos somente nos próximos anos. Podemos apenas desejar que, nesse domingo, o voto de cada um seja consciente e que, independente de quem seja o escolhido, que ao menos faça o melhor possível para governar esse país.

Termino dizendo que a única que ganhou foi a democracia. A democracia de poder escolher livremente e votar tranqüilamente. Talvez esse seja o melhor exemplo e sem dúvida o melhor de tudo que vimos.

Nós merecemos isso.

Quem tem medo da privatização



Só de falar, gera raiva em grande parte dos brasileiros começa uma acalorada discussão. Aqui mesmo, entre os integrantes do SinergiaK, existem opiniões adversas sobre o assunto. Posso dizer que esse seja um grande tabu nos meios políticos e na forma como é expresso. Quem faz é sempre hostilizado e quem é contra é sempre o esquerdista. Talvez o que ninguém enxerga, por pura estupidez, é o que está por traz de cada ideologia política e o que pode ser usado como uma estratégia de crescimento nacional. Nessa eleição, por exemplo, vimos que o tema sempre é tratado de maneira distorcida e com muita cautela. Através de ponderações erradas ou uso exaustivo da desinformação, a verdade é que o brasileiro não se aprofunda no debate.

Se o estado fica mais eficiente é difícil afirmar, porém é importante ressaltar que tanto as privatizações feitas por FHC quanto o estadismo de Lula foram fundamentais dentro de sua ética e período histórico.

Vamos destacar o que aconteceu nesses últimos vinte anos.Vale, Embraer e CSN, são exemplos de ex-estatais que deram certo. Engraçado ninguém comentar que Ozires Silva, fundador da Embraer, foi um dos percussores de sua privatização. Os lucros das três gigantes e de seus respectivos setores trazem grandes divisas para o país. Precisamos ponderar também que ainda elas são empresas de capital brasileiro, pois mais da metade das ações pertencem a investidores brasileiros. Foi um acerto de gestão e elas estão bem dentro de suas categorias.

Por outro lado, sem empresas estatais estaríamos numa situação contraditória.Por exemplo: se não fossem os bancos estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES) na crise de 2008/2009 colocarem crédito no mercado a juros subsidiados, provavelmente os bancos privados não se sentiriam estimulados a também colocar dinheiro e, com certeza, encontraríamos um cenário diferente do que passamos. Assim como os estímulos para financiamentos de veículos e para casa própria. A verdade é que os bancos públicos funcionam como um verdadeiro antídoto contra o modelo econômico adotado por algumas empresas privadas.

Então chegamos numa faca de dois gumes: o que precisa discutir é onde o estado se faz necessário estrategicamente e onde pode deixar de estar. Acredito que, por uma questão de filosofia, é possível melhorar a eficiência das estatais e privatizar outras que estejam apenas consumindo dinheiro público sem um verdadeiro retorno para a sociedade.

Para quem é nacionalista, é difícil ver uma empresa símbolo satisfazendo apenas um seleto grupo de investidores. Não é errado pensar assim, porém por trás de toda privatização existe um erro de registro histórico e de um esclarecimento maior sobre o assunto. E se aproveitam disso para fazer demagogia em excesso assim como o inverso.

Privatizar não é problema desde que seja feita de maneira transparente e não coloque nossa soberania em mãos de empresas privadas.

Não estamos defendo nem criticando as privatizações em si. Estamos propondo um debate melhor sobre o assunto e como seremos beneficiados, ou não, com essa política. Já está claro que falta muito para nosso empresariado ter alguma iniciativa empreendedora e para nossa que nossa política se torne eficiente e sincera.

Mas uma coisa é certa: debater nunca é demais.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A bruxa está solta!

Faleceu aos 79 anos, na última terça-feira, 26 de outubro, o senador de SP Romeu Tuma, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. No dia seguinte foi a vez do ex-presidente da Argentina e marido da atual, Nestor Kirchner, vítima de um ataque cardíaco.

Se nessa eleição se ouviu falar muito na chamada “maldição” dos deputados federais mais votados, que morreriam depois de certo tempo, como aconteceu com Clodovil Hernandes e Enéas Carneiro, o fato é que a morte veio buscar, mas não Tiririca como previa a profecia apocalíptica da Câmara dos Deputados.

Há boatos, ainda, de que a candidata Dilma Roussef do PT morreria antes de cumprir os quatro anos de presidente (por causa do câncer que ele teve antes da eleição, falam simplesmente que não tem cura), caso eleita.

Não é um filme de terror, mas a morte está solta.

Vivos

Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, tem exatamente 60 anos de vida política, a mesma idade que tinha Kirchner. Olha que Plínio é um grande candidato a entrar na lista da morte, pois está com 80 primaveras e vem assistindo de camarote a esse filme, essa perseguição da morte aos políticos. No mínimo ele deve estar fazendo uma piadinha “Pô, a mídia esquecer de mim tudo bem... Mas a morte?”

Outro que também dribla a morte é o vice-presidente José Alencar, o homem que de vez em quando tira uns tumores e faz quimioterapia.

Queremos saber seu palpite: qual será a próxima vítima?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Governadores


Para entender como Dilma Rouseff do PT e José Serra do PSDB, vão angariar votos pelos Estados na última semana pela corrida presidencial basta apenas analisar como cada partido se saiu nas eleições estaduais. Conta também os partidos que fazem parte da coligação de cada um dos presidenciáveis, além dos apoios independentes vindo de partidários do PV, apesar de alguns preferirem a neutralidade entre elas a ex-candidata a presidente pelo partido Marina Silva.

Abaixo uma análise dos partidos que conseguiram eleger ou reeleger seus candidatos a governadores pelo país:

- O PT elegeu Tião Viana no Acre, Tarso Genro no Rio Grande do Sul e reelegeu Wagner na Bahia e Deda no Sergipe.

- O PMDB reelegeu Sergio Cabral no Rio de Janeiro, Roseana Sarney no Maranhão, Silval Barbosa em Mato Grosso, André Puccinelli em Mato Grosso do Sul.

- O PSB, elegeu Renato Casagrande no Espírito Santo e reelegeu Cid Gomes no Ceará e Eduardo Campos em Pernambuco.

- O PSDB elegeu dois governadores nos estados de maior expressão econômica do país, Geraldo Ackmin em São Paulo e Antônio Anastásia em Minas Gerais. Tmabem elegeram Siqueira Campos no Tocantins e reelegeram Beto Richa no Paraná.

- O DEM elegeu Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte, Raimundo Colombo em Santa Catarina.
- O PMN, reelegeu Omar Aziz no Amazonas.
 
Abaixo, os Estados onde haverá o 2º Turno:

Alagoas - Teotônio Vilela (PSDB) X Ronaldo Lessa – (PDT)
Amapá – Lucas (PTB) X Camilo Capiberibe (PSB)
Distrito Federal – Agnelo (PT) x Weslian Roriz (PSC)
Goiás – Marconi Perillo (PSDB) X Iris Rezende (PMDB)
Pará – Simão Jatene (PSDB) X Ana Julia (PT)
Paraíba – Ricardo Coutinho (PSB) X Zé Maranhão (PMDB)
Piauí – Wilson Martins (PSB) X Silvio Mendes (PSDB)
Rondônia – Confuncio Moura (PMDB) X João Cahulla (PPS)
Roraima – Neudo Campos (PP) X Anchieta (PSDB)

Algumas observações nesse segundo turno:

- O PSB tenta eleger três governadores no segundo turno. Amapá, Paraíba e Piauí.Neste último, Wilson Martins tenta a reeleição.

- No segundo turno o PSDB concorre em 5 estados.Desses Teotônio Vilela tenta a reeleição no estado de Alagoas e Anchieta Júnior em Roraima.

- O PT tem a candidata ao segundo turno no Estado do Pará Ana Júlia que tenta a reeleição e no Distrito Federal têm o candidato Agnelo.O partido também faz parte da coligação da maioria dos governadores que disputam o segundo turno pelos partidos do PSB, PP e PMDB.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rinha de galos



Você brasileiro já assistiu a peça de teatro mais falada dos últimos dias? O segundo turno é líder em críticas em todo o país! Cenas que mostram amor à pátria, ódio, injúrias e até mesmo violência.

Os protagonistas são Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), políticos que fazem propostas perfeitas e tem objetivos iguais. Mas vez ou outra se atacam nos bastidores (que são vistos e tem repercussão em toda mídia nacional!).

É, parece brincadeira, mas a história é séria. O último capítulo que assistimos foi a agressão cometida ao candidato José Serra. Atingido supostamente por uma bolinha de papel e um rolo de fita adesiva na cabeça, Serra se sentiu fragilizado e sobraram críticas até mesmo ao presidente Lula. “Eu fico preocupado com a principal autoridade da República, de alguma maneira, dando cobertura a atos de violência”. Toda essa movimentação foi em campanha, quando se chocaram petistas e tucanos. Logo dá para imaginar a tensão e tumulto que foi causada no local.

Do outro lado, Dilma contou que também sofreu agressões, mas nem por isso precisou fazer tanto alarde quanto seu concorrente. “Eu acredito que esta campanha não pode se pautar por níveis de agressão nem por tentativas de criar factóides”, diz.

Esperemos pelos próximos...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Perfeição?


No ano de 1994, a banda Legião Urbana lança o álbum “O Descobrimento do Brasil, o qual teve como sua principal música de trabalho Perfeição, que mostra ser franca e ao mesmo tempo irônica quando fala: “Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa velório e caixão, esta tudo morto e enterrado agora já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção.” Essa frase de Renato Russo, escrita há 16 anos, parece fazer sentido no atual quadro político que nosso país vive nesse segundo turno das eleições para presidente. Parece que os candidatos José Serra e Dilma Roussef preferem se atacar ao invés de mostras seus projetos à população brasileira, deixando-nos assim órfão de bons representantes talvez para o cargo mais importante da America Latina.

O vazio de seus discursos somados a sua falta de compromisso com o povo brasileiro em debates, nos quais vemos apenas uma briga pessoal ou partidária e não idéias e propostas, uma verdadeira luta livre na propaganda eleitoral, que invade a televisão brasileira obrigatoriamente. Pelo jeito o Brasil e seu povo foram mais uma vez colocado para escanteio por motivos mais nobres, como, uma boquinha de quatro anos no palácio da Alvorada, partidos ocupando cargos em estatais e ministérios.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Jovem sim, senhor



A reunião foi marcada: sábado à noite. Na sala, a anfitriã – que reuniu os amigos para comemorar seu aniversário de dezoito anos – estava cercada por sete jovens, entre dezessete e vinte e dois anos. No meio de tanta conversa, eis que surge a pergunta clichê: “em quem vocês vão votar?” e começa o debate, que se prolongou até a indispensável hora do ‘Parabéns pra você’.

Quatro deles assumiram seus postos ao lado de Marina Silva, a candidata do Partido Verde (PV) que, além de seguir as diretrizes pró-sustentabilidade (moda entre a juventude), ainda se tornou a escolha perfeita para os que não aprovam os métodos de governo do PT e do PSDB, como a aniversariante, que assumiu seu voto para a candidata verde, ainda a terceira colocada nas pesquisas eleitorais, mas deixou claro que só tomou essa decisão por se tratar do que ela chamou de ‘última opção’: “Não voto nem no Serra, nem na Dilma!”.

Dos três restantes, dividindo o mesmo sofá, ironicamente à esquerda encontrava-se um verdadeiro tucano, que é estudante de Economia – mesma graduação de José Serra, do PSDB - com dados, estatísticas e muitos argumentos. À direita uma estudante que queria votar na Marina, mas que mudou o voto porque o pai dela foi demitido da empresa em que trabalhava por ela haver sido privatizada. “O PSDB quer privatizar tudo, quer tirar o emprego das pessoas”, disse a garota. E completa: “Vocês não sabem como é ruim ver seu pai ser demitido! Vou votar na Dilma pra não ter segundo turno e não dar chance pro Serra!” No meio dos dois mais polêmicos convidados, uma estudante de Jornalismo, que fez o papel de mediadora, tentando acalmar as partes, explicar as colocações e fazer perguntas, sem deixar exposta a própria opinião.

Dizem que os jovens não se interessam por política, mas parece que essa situação está mudando. Corre, nas veias da juventude, a vontade e a coragem de mudar o mundo e fazer acontecer. E de uns meses pra cá, com a corrida presidencial, isso ficou ainda mais claro.

Este foi o primeiro ano em que os candidatos fizeram uso da internet - poderosa disseminadora de ideias - e das comunicativas redes sociais em prol de suas campanhas. E pela primeira vez, jovens se engajaram abertamente em seus perfis do Twitter, Orkut e Facebook para divulgar seus candidatos e, acima de tudo, a proposta de se envolver com política e, através dela, conquistar um mundo melhor.

Com a Constituição Federal de 1988, jovens a partir de dezesseis anos ganharam o direito que antes pertencia somente aos ‘adultos’: escolher, através do voto, o futuro do país e o seu próprio.

Essa mudança constitucional buscava aplacar o que, na época, era um problema em potencial: o desinteresse político.

Hoje, em relação à 2006, há cerca de 7% menos eleitores com 16 e 17 anos, no entanto, política é assunto presente nas escolas, faculdades, lanchonetes, blogs, twitters...

"Eu não vou votar, não tirei título, mas se fosse ia votar na Marina, não só porque ela quer ajudar o meio ambiente, mas porque ela parece ser mais honesta", declarou o estudante de Técnico em Meio Ambiente, Getúlio Spina de 16 anos.

As pessoas estão começando a se envolver, se interessar. Aos pouquinhos, devagar, mas o que importa é a caminhada em si e não a velocidade dos passos.

Reforma política

Já passou à hora de fazermos uma reforma política ampla, direta, representativa e principalmente participativa em nosso país. Quem tem coragem ou, pelo menos curiosidade de assistir os programas exibidos nos horários destinados à propaganda eleitoral gratuito, fica surpreso com o desempenho dos candidatos que mais se parecem com artistas de circo.

Isso acontece por dois motivos: Primeiro é que no Brasil não se tem uma regra clara de como deve ser o perfil e o grau intelectual dos candidatos. Segundo é porque o excesso de deboche representa que o nível de confiança que os brasileiros depositam em nosso parlamento está muito baixo.

Por esses e por outros motivos, é que a sociedade brasileira, há muito fomenta por uma reforma política aprofundada. Esta idéia apareceu com mais intensidade a partir de 1993, quando o sistema e o regime de governo foram questionados em um Pebliscito. Desde então, muitos jornalistas, políticos, intelectuais e a sociedade em geral, passaram a defender as reformas das instituições representativas como uma necessidade da democracia brasileira.

São muitas as mudanças que tramitam no Congresso Nacional. Se todos os tópicos fossem aprovados, o Brasil implementaria a mais profunda reforma política já realizada em um pais que especificamente não passa por graves crises institucionais.

Propostas como a diminuição do número de deputados federais e estaduais, critérios na apresentação na lista de candidatos (lista fechada) neste caso o partido é que apontaria os candidatos eleitos, fim do voto obrigatório, revisão da fidelidade partidária, ficha limpa (este tópico já implantado nessas eleições), enfim caso tenha esta reforma, mudaria radicalmente o quadro político no Brasil. Claro que toda mudança tem a necessidade de adaptações, e na lógica vai agradar muitos, e desagradar outros.

O que realmente esperamos com a reforma política é que as mudanças resgatem a confiança da sociedade em nossos políticos. Transforme o Congresso e o Senado em instituições de respeito e credibilidade, pois querendo ou não, é lá que o futuro e a vida dos brasileiros tomam seus rumos.

A hora do mata-mata

Pois é querido eleitor, você foi obrigado a assistir o último episódio da novela “vote em mim”, que tanto temos visto nos últimos dias. E digamos que o que foi exibido mais parecia uma luta de todos contra um do que realmente debater as idéias.

O programa foi exibido logo após o horário nobre da transmissora e deu voz a todos os que participaram. Geraldo Alckimin (PSDB), Aloízio Mercadante (PT), Paulo Skaf (PSB), Celso Russomano (PP), Paulo Búfalo (PSOL) e Fábio Feldmann (PV), guerrearam as palavras entre si.

A todo o momento, quem ficou na corda bamba foi o candidato Geraldo Alkimin (até então o governador atual do Estado de São Paulo), onde, questionado sobre temas de habitação, por exemplo, caiu em várias controvérsias com os adversários. Chegou até a dizer “eu vi aqui uma séria de informações erradas para os nossos telespectadores”, quando ficou irritado pelas perguntas.

Quando o assunto “Meio Ambiente” foi escolhido para discussão, apenas dois candidatos se mostraram favoráveis às causas ambientais: Paulo Búfalo e Fábio Feldmann.

É, se você ainda não decidiu para quem vai dar o poder, ainda dá tempo de analisar as propostas, mesmo que sejam parecidas elas são diferentes!

Se ficou curioso, o debate está disponível para leitura no site da Globo: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/veja-e-leia-integra-do-debate-em-sp.html

A hora chegou e é agora! Vote.

Votar?

Há poucos dias fui à uma lanchonete em Indaiatuba. Observei que onde antigamente ficava o caixa do estabelecimento havia uma divisória que ocultava a visão daquele determinado espaço. Imaginei que estivessem reformando o local, realizando uma ampliação, por exemplo. Não contive a curiosidade e procurei esticar um pouco mais o pescoço para enxergar as melhorias que estavam sendo realizadas. Para minha surpresa ali não estava sendo realizado nenhum tipo de obra. No local, estavam instaladas pelo menos uma dúzia de máquinas “caça-níqueis”. Paguei pelo salgado que comi e fui embora pensando se deveria ou não denunciar aquele comércio. Decidi que não ganharia nada com essa atitude, afinal eu mesma não estava sendo prejudicada (não diretamente, pelo menos) e os responsáveis pela fiscalização possivelmente já passaram por esse local diversas vezes, considerando sua localização.

Neste mesmo dia peguei a estrada e fui para Campinas, onde emperrei em um trânsito do qual parecia que não sairia mais. Fiquei parada talvez durante uns vinte ou trinta minutos no mesmo lugar e nada do tráfego avançar. Através do meu retrovisor direito notei um carro andando pelo acostamento ultrapassando todos os que estavam parados havia tanto tempo, inclusive o meu. Pensei: qual seria a grande vantagem que este motorista acreditava estar tendo, levando em consideração que a qualquer momento poderia ser flagrado e autuado por um guarda de trânsito. Talvez se eu anotasse a placa e ligasse para a polícia... Nos poucos segundos que seguiram entre os pensamentos e a ultrapassagem desisti, visto que sem a presença do policial não haveria o flagrante e muito menos a autuação.

Mas algo nos dois casos deste dia peculiar me chamou a atenção. Mais do que a falta da fiscalização ou de providências relativas à má conduta do comerciante e do motorista, a minha própria atitude, a minha conivência com ambos me incomodou profundamente. Refleti sobre quantas vezes faço isso diariamente, e concordo indiretamente com tantas atitudes malogradas. Afinal, como diz o ditado - “quem cala, consente”. Por mais que eu não concordasse com os atos do comerciante, do motorista, e de tantos outros (maus) exemplos que eu poderia citar agora, nada fiz para denunciá-los ou impedi-los.

Acredito que você, caro leitor, também tenha tido em algum momento, em pequena ou grande proporção, esse sentimento de impotência perante alguma injustiça e se calado. Se a lei rege todos igualmente, por que alguns insistem em obter ‘vantagens’ de forma ilícita, e pior, conseguem obtê-las sem nenhum risco ou pudor? Pior ainda é perceber que de modo geral a sociedade aceita e aprova essas atitudes, pois como são espertas estas pessoas, não?! Melhor exemplo não poderíamos encontrar senão na política brasileira (ou mundial?). Em ano de eleições me divirto deveras com candidatos, no mínimo, caras-de-pau... Política talvez seja um assunto que não o agrade. Há até quem diga que quando o assunto chega em religião, futebol, política ou na mulher alheia é melhor encerrar a conversa. Porém, acredito que você, assim como eu, não está conformado com falta de ética que assistimos quase diariamente nos noticiários. Prossigo com uma consideração: entre os jovens a política tornou-se um assunto massante, coisa do  do  nerd oudo pseudocult que quer parecer politizado. Claro que estou generalizando.

Anos se passam e as reclamações do povo são sempre as mesmas: a estrutura da área da saúde é precária, o sistema educacional é vergonhoso, as cidades incham desordenadamente, a violência aumenta, e por aí segue a lista incomensurável de problemas que todos conhecemos, e por senso comum concordamos que o Estado deixa a desejar em sua administração. Mas basta chegar o ano das eleições que há solução para todos os problemas (como não pensamos nisso antes?).


Por isso cheguei a estas linhas finais visando somente pedir um minuto da sua reflexão. Esteja atento a todo o instante do seu dia, seja nas pequenas atitudes e ocasiões, ou no momento de escolher seu representante. Antes de apertar a tecla verde no dia 3 de outubro analise com cuidado as idéias e propostas daquele candidato em quem você pretende votar. Anular o voto não é forma de protesto. Ao anular o seu voto você se equipara com o cara que faltou na reunião e condomínio. Outras pessoas decidiram algo que talvez você não concorde e que mexerá diretamente com o seu bolso... mas já que você não estava presente e portanto não se  mnifestou, entra na parcela que se calou – e consentiu.


Nada poderei fazer para mudar a minha falta de atitude com o comerciante ou com o motorista, porém tenho uma grande frase de Chico Xavier: Ninguém pode mudar o erro no começo, mas todos podemos recomeçar e fazer um novo final”.