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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista: Reforma Tributária.

Conversamos com o professor e Advogado Amilton Luiz Sampaio, especializado em Direito do Estado, sobre dois assuntos importantes para o país: a reforma tributária e a reforma da previdência. A entrevista concedida por email, visa esclarecer o que são essas duas reformas em especial - por serem dois temas que devem receber uma cobrança maior no governo da Dilma Rousseff -, principalmente por parte da mídia.

 
Sinergia K - Fazendo um panorama atual, a carga tributária no Brasil é excessiva?

Amilton Luiz - Sim, principalmente se levarmos em consideração a qualidade dos serviços públicos que recebemos. Outros países também possuem cargas tributárias excessivas, porém, seus governos oferecem, em troca, ótimas estradas, sistemas de saúde gratuito e funcional, educação com qualidade e segurança pública em níveis aceitáveis.

Sinergia K - As empresas brasileiras deixam de ser competitivas no mercado?

Amilton Luiz - O excesso de tributos reflete diretamente no custo de vida do cidadão, pois todos os setores da economia acabam sendo atingidos de forma profunda e exacerbada. As empresas, obviamente, não ficam imunes a esse panorama, porém, no que tange às exportações, duas considerações merecem ser feitas, quais sejam, em primeiro lugar, há incentivos fiscais para a exportação de produtos, com isenção ou não incidência de impostos e taxas em tais operações; em segundo lugar, o Brasil ainda está muito longe de ter os produtos manufaturados como aqueles responsáveis pela maior parte das exportações efetivadas, pois as exportações brasileiras se concentram em insumos e matérias primas.

Sinergia K - Que oportunidades o Brasil perde com alto nível de impostos?

Amilton Luiz -Uma política fiscal e tributária mais justa, permitiria uma sensível melhora nas condições de vida de todos os brasileiros, pois com os custos menores, todos os setores da economia poderiam perceber sobras de recursos que poderiam ser investidos na modernização do parque industrial e nas cadeias de distribuição, fazendo com que em pouco tempo houvesse uma sensível melhora na qualidade dos produtos e uma diminuição nos preços. Porém, sem que sejam tomadas medidas concretas de otimização nos investimentos e gastos públicos, isso jamais será possível.

Sinergia K - O país precisa de uma reforma tributária?

Amilton Luiz - Sem dúvida que sim, pois o Brasil é um dos pouquíssimos países que tributam toda a cadeia produtiva, optando por tributar muito sobre pouco, já que seu sistema não incentiva o verdadeiro crescimento das atividades econômicas. Países mais desenvolvidos, tributam apenas o final da cadeia produtiva, ou seja, o consumo, fazendo com que a produção cresça e propicie um grande volume de negócios, o que torna possível tributar menos sobre um volume maior de ocorrências. Entretanto, até o presente momento, não foi constatado nenhum projeto realmente inovador de reforma tributária, pois a maioria deles se atém à troca de denominação dos tributos, mantendo a fórmula atual.

Sinergia K - Em tese o que seria essa reforma que tantos os empresários e a mídia proclamam.

Amilton Luiz - Seria tributar menos e melhor, dando espaço para o verdadeiro crescimento econômico, o qual, por sua vez, permitiria investimentos no setor produtivo, fazendo com que os custos da produção caíssem e o volume de negócios aumentasse sensivelmente e com isso, o valor arrecadado no final das contas poderia chegar a superar o quanto se arrecada hoje. Entretanto, sem que o Governo faça a parte dele, isso será impossível.

SinergiaK - Quando se fala em reforma tributária, logo vem a imagem de corte de gastos.Na prática significa que o governo vai deixar de arrecadar. Como ele (governo) vai compensar os recursos perdidos a fim de continuar mantendo seus investimentos?

Amilton Luiz -  O governo brasileiro gasta muito e gasta mal, isso tem que mudar. Além disso, a reforma feita nos moldes sugeridos nas respostas anteriores, faria com que em curto espaço de tempo houvesse uma recuperação na arrecadação, pois o volume de negócios aumentaria e a quantidade de ocorrências passíveis de serem tributadas seria muito maior. No final, o valor arrecadado não seria menor, e sim maior.

SinergiaK -  Na sua visão porque não se consegue aprovar uma reforma decente no país? Que interesses estão por trás disso?

Amilton Luiz - Incompetência e temor.

SinergiaK - Paira uma especulação sobre a volta da CPMF , ao mesmo tempo em que muitos desejam a extinção de outros. A pressão parte dos Estados e municípios sob o discurso que falta recurso para a saúde.Existe uma real necessidade de ressuscitar esse tributo? Falta dinheiro no país?

Amilton Luiz -   O que falta é a competência e a honestidade para prestar contas à população e assumir o verdadeiro compromisso de saneamento das contas públicas.

SinergiaK - Você acha que a presidente eleita Dilma Rouselff vai conseguir aprovar a reforma tributária?

Amilton Luiz - Se realmente houver vontade política, isso será possível.

Entrevista: Reforma da Previdência.

Segue a continuação da entrevista feita com Amilton Luiz sobre a Reforma - agora - da Previdência.

Sinergia K - Como funciona a previdência no Brasil. Quem mantém esse sistema?

Amilton Luiz - A previdência social é um dos campos ou uma das divisões da denominada seguridade social, e preocupa-se em dar cobertura para os eventos relacionados à doença, idade avançada, morte e invalidez, garantindo aos que são filiados e contribuintes, o pagamento de benefícios em dinheiro. O sistema é mantido por meio de contribuições advindas dos trabalhadores, das empresas, dos importadores de bens e serviços e de parte das receitas dos concursos de prognósticos (loterias). O Governo Federal também destina recursos para a previdência, sendo sua incumbência, cobrir todos os déficits orçamentários do sistema.

Sinergia K - O que é a previdência e quais os seus benefícios para o cidadão?

Amilton Luiz - Para os próprios segurados do sistema, temos: auxílio-doença; aposentadoria por invalidez; aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição; aposentadoria especial; auxílio-acidente; salário-maternidade e seguro desemprego.
Para os dependentes dos segurados temos:Pensão por morte; Salário-família e Auxílio-reclusão.

Sinergia K - Nos últimos anos a previdência vem sofrendo inúmeros déficits, qual a origem desses constantes rombos?

Amilton Luiz - Os déficits orçamentários do INSS vêm de longa data e os fatores são muito variados, porém, tudo se resume na falta de competência e de vontade política para resolver o problema. É que, muitas medidas necessárias para a solução do problema, são extremamente antipáticas e desgastantes politicamente falando, pois seria necessário diminuir os tipos de benefícios e aumentar a incidência de filiação e contribuição das pessoas que integram o setor ativo da economia nacional.

Sinergia K - O que seria o fator previdenciário?

Amilton Luiz - É um sistema, baseado em equação matemática, que permite que o INSS pague um valor menor de benefício de aposentadoria, para quem for mais novo, ou seja, quanto mais novo se aposenta, menos se receberá em valores. Tal sistema foi implantado, considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro, pois se as pessoas tem durado em média 73 anos, ficarão muitos anos recebendo. Assim, quanto mais próxima à idade da pessoa dessa média de expectativa de vida, menor será o tempo de percepção do benefício, sendo possível pagar um valor mais elevado e vice-versa.


Sinergia K - Quem perde com as reformas? Se ninguém, por que não se faz?

Amilton Luiz - Como foi dito anteriormente, uma reforma realmente eficaz, trará enorme desgaste político e ao que parece, ninguém está disposto a passar por isso. Outros países tentaram e enfrentaram sérios problemas; lembre-se, por exemplo, os fatos recentemente ocorridos na Grécia e na França.

Sinergia K - Se houver uma reforma, o que seria mudado?

Amilton Luiz -Seriam necessárias umas vinte laudas para poder explicar convenientemente essa questão. Em resumo, deveriam ser alterados os critérios de idade mínima para se aposentar, os valores mínimos e máximos dos benefícios e as formas de contribuição.

Sinergia K - Você acredita que o Brasil vai precisar fazer uma reforma, como passou a França recentemente?

Amilton Luiz - Com certeza, se algo de concreto não for feito dentro de um espaço relativamente curto de tempo, muitos brasileiros jamais terão condições de contar com a previdência social, pois o sistema já se encontra a beira do colapso.

sábado, 30 de outubro de 2010

Altos e Baixos



Muitos já disseram em blogs, colunas, crônicas - e agora o SinergiaK reforça: nunca, na história desse país, houve uma eleição tão baixa quanto de 2010, entre Serra e Dilma.

Com um pouco de ajuda da grande mídia, a baixaria praticamente se tornou um circo de ofensas, ataques físicos contra candidatos, factóides, dossiês e tudo acabou desvirtuando nossa atenção do foco principal: as propostas políticas e os planos de governo em si.

Estamos certo de que não era esse debate que esperávamos e que faltou muita coisa que provavelmente veremos somente nos próximos anos. Podemos apenas desejar que, nesse domingo, o voto de cada um seja consciente e que, independente de quem seja o escolhido, que ao menos faça o melhor possível para governar esse país.

Termino dizendo que a única que ganhou foi a democracia. A democracia de poder escolher livremente e votar tranqüilamente. Talvez esse seja o melhor exemplo e sem dúvida o melhor de tudo que vimos.

Nós merecemos isso.

Quem tem medo da privatização



Só de falar, gera raiva em grande parte dos brasileiros começa uma acalorada discussão. Aqui mesmo, entre os integrantes do SinergiaK, existem opiniões adversas sobre o assunto. Posso dizer que esse seja um grande tabu nos meios políticos e na forma como é expresso. Quem faz é sempre hostilizado e quem é contra é sempre o esquerdista. Talvez o que ninguém enxerga, por pura estupidez, é o que está por traz de cada ideologia política e o que pode ser usado como uma estratégia de crescimento nacional. Nessa eleição, por exemplo, vimos que o tema sempre é tratado de maneira distorcida e com muita cautela. Através de ponderações erradas ou uso exaustivo da desinformação, a verdade é que o brasileiro não se aprofunda no debate.

Se o estado fica mais eficiente é difícil afirmar, porém é importante ressaltar que tanto as privatizações feitas por FHC quanto o estadismo de Lula foram fundamentais dentro de sua ética e período histórico.

Vamos destacar o que aconteceu nesses últimos vinte anos.Vale, Embraer e CSN, são exemplos de ex-estatais que deram certo. Engraçado ninguém comentar que Ozires Silva, fundador da Embraer, foi um dos percussores de sua privatização. Os lucros das três gigantes e de seus respectivos setores trazem grandes divisas para o país. Precisamos ponderar também que ainda elas são empresas de capital brasileiro, pois mais da metade das ações pertencem a investidores brasileiros. Foi um acerto de gestão e elas estão bem dentro de suas categorias.

Por outro lado, sem empresas estatais estaríamos numa situação contraditória.Por exemplo: se não fossem os bancos estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES) na crise de 2008/2009 colocarem crédito no mercado a juros subsidiados, provavelmente os bancos privados não se sentiriam estimulados a também colocar dinheiro e, com certeza, encontraríamos um cenário diferente do que passamos. Assim como os estímulos para financiamentos de veículos e para casa própria. A verdade é que os bancos públicos funcionam como um verdadeiro antídoto contra o modelo econômico adotado por algumas empresas privadas.

Então chegamos numa faca de dois gumes: o que precisa discutir é onde o estado se faz necessário estrategicamente e onde pode deixar de estar. Acredito que, por uma questão de filosofia, é possível melhorar a eficiência das estatais e privatizar outras que estejam apenas consumindo dinheiro público sem um verdadeiro retorno para a sociedade.

Para quem é nacionalista, é difícil ver uma empresa símbolo satisfazendo apenas um seleto grupo de investidores. Não é errado pensar assim, porém por trás de toda privatização existe um erro de registro histórico e de um esclarecimento maior sobre o assunto. E se aproveitam disso para fazer demagogia em excesso assim como o inverso.

Privatizar não é problema desde que seja feita de maneira transparente e não coloque nossa soberania em mãos de empresas privadas.

Não estamos defendo nem criticando as privatizações em si. Estamos propondo um debate melhor sobre o assunto e como seremos beneficiados, ou não, com essa política. Já está claro que falta muito para nosso empresariado ter alguma iniciativa empreendedora e para nossa que nossa política se torne eficiente e sincera.

Mas uma coisa é certa: debater nunca é demais.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Câmara dos Deputados

Assim fica a composição da Câmara dos Deputados eleita em 2010:

- O PT elegeu 88 deputados.

- O PMDB elegeu 79 deputados.

- O PSDB elegeu 53 deputados.

- O DEM elegeu 43 deputados.

- Juntos PT e PMDB, se contarmos que são aliados, tiveram 167 cadeiras.

- Juntos PSDB e DEM, se contarmos que são aliados, tiveram 96 cadeiras.

- Da coligação que apóia a candidata do PT Dilma Rousseff excluindo o PMDB, os partidos PC do B, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC, conseguiram juntos 144 cadeiras.

- Da coligação que apóia o candidato do PSDB José Serra excluindo o DEM, os partidos PMN, PT DO B, PTB e PPS conseguiram 40 cadeiras.

- O PSOL elegeu três deputados.

- O PV elegeu 15 deputados.

- O PP elegeu 41 deputados.

- De novidade na câmara aparecem os partidos PRP e PRTB com duas cadeiras cada um e PSL com apenas uma cadeira.

- Na eleição de 2010 os maiores partidos perderam cadeiras na câmara dos deputados. Em relação à bancada eleita em 2006 o PMDB perdeu dez cadeiras. Da oposição o PSDB perdeu 13 cadeiras e o seu aliado DEM perdeu 22 cadeiras.

- O PT ganhou cinco cadeiras em relação à eleição de 2006.

Governadores


Para entender como Dilma Rouseff do PT e José Serra do PSDB, vão angariar votos pelos Estados na última semana pela corrida presidencial basta apenas analisar como cada partido se saiu nas eleições estaduais. Conta também os partidos que fazem parte da coligação de cada um dos presidenciáveis, além dos apoios independentes vindo de partidários do PV, apesar de alguns preferirem a neutralidade entre elas a ex-candidata a presidente pelo partido Marina Silva.

Abaixo uma análise dos partidos que conseguiram eleger ou reeleger seus candidatos a governadores pelo país:

- O PT elegeu Tião Viana no Acre, Tarso Genro no Rio Grande do Sul e reelegeu Wagner na Bahia e Deda no Sergipe.

- O PMDB reelegeu Sergio Cabral no Rio de Janeiro, Roseana Sarney no Maranhão, Silval Barbosa em Mato Grosso, André Puccinelli em Mato Grosso do Sul.

- O PSB, elegeu Renato Casagrande no Espírito Santo e reelegeu Cid Gomes no Ceará e Eduardo Campos em Pernambuco.

- O PSDB elegeu dois governadores nos estados de maior expressão econômica do país, Geraldo Ackmin em São Paulo e Antônio Anastásia em Minas Gerais. Tmabem elegeram Siqueira Campos no Tocantins e reelegeram Beto Richa no Paraná.

- O DEM elegeu Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte, Raimundo Colombo em Santa Catarina.
- O PMN, reelegeu Omar Aziz no Amazonas.
 
Abaixo, os Estados onde haverá o 2º Turno:

Alagoas - Teotônio Vilela (PSDB) X Ronaldo Lessa – (PDT)
Amapá – Lucas (PTB) X Camilo Capiberibe (PSB)
Distrito Federal – Agnelo (PT) x Weslian Roriz (PSC)
Goiás – Marconi Perillo (PSDB) X Iris Rezende (PMDB)
Pará – Simão Jatene (PSDB) X Ana Julia (PT)
Paraíba – Ricardo Coutinho (PSB) X Zé Maranhão (PMDB)
Piauí – Wilson Martins (PSB) X Silvio Mendes (PSDB)
Rondônia – Confuncio Moura (PMDB) X João Cahulla (PPS)
Roraima – Neudo Campos (PP) X Anchieta (PSDB)

Algumas observações nesse segundo turno:

- O PSB tenta eleger três governadores no segundo turno. Amapá, Paraíba e Piauí.Neste último, Wilson Martins tenta a reeleição.

- No segundo turno o PSDB concorre em 5 estados.Desses Teotônio Vilela tenta a reeleição no estado de Alagoas e Anchieta Júnior em Roraima.

- O PT tem a candidata ao segundo turno no Estado do Pará Ana Júlia que tenta a reeleição e no Distrito Federal têm o candidato Agnelo.O partido também faz parte da coligação da maioria dos governadores que disputam o segundo turno pelos partidos do PSB, PP e PMDB.

Próximo Governo



O próximo governo (PT ou PSDB) vai encontrar um Senado quase totalmente renovado. Apenas 17 senadores se reelegeram. 37 cadeiras são as novidades.
  - O PMDB e PT elegeram, 16 e 11 senadores, respectivamente, número que garante uma boa vantagem em relação aos outros partidos, levando-se em conta que os dois são aliados. Juntos somam 27 cadeiras.

- Da coligação que apóia a candidatura de Dilma PC do B, PRB, PDT, PR, PSB, PSC juntos elegeram 12 senadores.

- O PSDB elegeu cinco senadores.

- Da coligação que apóia o candidato José Serra, os partidos Democratas, PPS, PTB, PMN, juntos elegeram quatro senadores.

- O PP (Partido Progressista) conseguiu eleger quatro senadores.

- O partido PSOL conseguiu eleger dois candidatos ao senado.

- PT e PMDB e aliados ficaram com 39 cadeiras das 54 que estavam disponíveis.



Abaixo os eleitos ao Senado nas eleições de 2010, de acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral.Em negrito os senadores reeleitos.

PMDB
Roberto Requião (PMDB-PR)
Marcelo Miranda (PMDB-TO)
Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC)
Vitalzinho (PMDB-PB)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Eunício de Oliveira (PMDB-CE)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
João Alberto (PMDB-MA)
Eduardo Braga (PMDB-AM)Edison Lobão (PMDB-MA) – Senador (a) Reeleito
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – Senador (a) Reeleito
Gilvam Borges (PMDB-AP) – Senador (a) Reeleito
Renan Calheiros (PMDB-AL) – Senador(a) Reeleito
Romero Jucá (PMDB-RR) – Senador (a) Reeleito
Valdir Raupp (PMDB-RO) – Senador (a) Reeleito

PT
Humberto Costa (PT-PE)
Wellington Dias (PT-PI)
Lindberg Farias (PT-RJ)
Marta Suplicy (PT-SP)
Ângela Portela (PT-RR)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
José Pimentel (PT-CE)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Jorge Viana (PT-AC)Paulo Paim (PT-RS) – Senador (a) Reeleito
Delcídio Amaral (PT-MS) – Senador(a) Reeleito

PSDB
Aécio Neves (PSDB-MG)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)Senador (a) Reeleito
Lúcia Vânia (PSDB-GO) – Senador (a) Reeleito

PSB

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) –Senador (a) Reeleito 

PP
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ana Amélia Lemos (PP)
Ivo Cassol (PP-RO)
Benedito de Lira (PP-AL)


PR
Blairo Maggi (PR-MT)
Magno Malta (PR-ES) Senador (a) Reeleito
João Ribeiro (PR-TO) – Senador (a) Reeleito

PSOL
Marino Brito (PSOL-PA)
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

DEM
Demóstenes Torres (DEM-GO) - Senador (a) Reeleito
José Agripino (DEM-RN) – Senador (a) Reeleito

PDT
Pedro Taques (PDT-MT)
Cristovam Buarque (PDT-DF) – Senador (a) Reeleito

PPS
Itamar Franco (PPS-MG)

PC do B
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

PRB
Marcelo Crivella (PRB-RJ) – Senador (a) Reeleito

PSC
Eduardo Amorim (PSC-SE)

PMN
Sérgio Petecão (PMN-AC)

PTB
Armando Monteiro (PTB-PE)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Entre umas e outras

Propinas, dossiês, quebra de sigilo e trafico de influência são temas que entraram de vez na pauta do PSDB essa semana. E esse será o objetivo: associar a imagem da candidata à presidência Dilma Rousseff, do PT, a cada um dos escândalos que tem surgido. O partido de oposição, daqui pra frente, irá articular, nos próximos debates, assuntos que pretende mudar o tom moderado para um ataque maior contra a candidata petista.Tudo isso para garantir tempo e quem sabe até empurrar as eleições para um possível segundo turno.

Mas que os tucanos não esperem um jogo fácil. Do lado petista, é o presidente Lula quem lidera a marcha contra a oposição. Sobrou até para a imprensa. Conhecido por suas tiradas e excessos, o presidente será uma figura chave para blindar a candidatura de Dilma. Proteger a liderança na preferência do eleitorado deve ser prioridade. Afinal, uma enxurrada de questionamentos e explicações será cobrada da ex-ministra da Casa Civil, este pode ser um ótimo teste de estresse para o PT avaliar onde melhorar na campanha e como reagir em momentos de crise.

Entretanto, Dilma terá que se desdobrar para responder as acusações que devem surgir do lado dos tucanos. De todo esse engodo, quem pode se beneficiar com isso é a Marina Silva, candidata pelo PV. Apesar de estar um pouco longe nas pesquisas, nada impede que ela consiga ultrapassar seu adversário, José Serra.

Marina será uma rota de fuga para a maioria dos eleitores ainda indecisos ou que, depois dos últimos acontecimentos, perderam a confiança em seus candidatos. Sua candidatura e discurso têm o mesmo nível que Dilma e Serra, o problema esta na forma como o PV faz a campanha. Se souber aproveitar a brecha do entrave entre PT / PSDB, Marina pode passar a ser uma boa alternativa. Isso só vai depender de como ela será assessorada. Os sinais estão claros para mostrar que o embate de Dilma e Serra tende a ficar pior do que está. E sabendo como funciona o cenário político, tudo é possível.

Afirmar que tudo é válido, nem sempre é correto, ainda mais em períodos que requerem certa dose de estratégia e prudência, principalmente para quem muito acusa, frieza para quem responde e esperteza pra quem sabe aproveitar o momento.

Prejudicados


Você conhece as propostas do seu candidato a presidente? Não. Nem eu. Olhando o cenário eleitoral dessa semana, mais uma vez o foco das eleições, está se tornando um verdadeiro palanque de baixarias.


As propostas dos candidatos ficam para traz e entra em cena as discussões sobre os “escândalos” da Casa Civil, publicados pela Veja na última semana. E será assim até as eleições, do dia 3 de outubro. Com certeza, você e eu seremos azucrinados com histórias de dossiês, quebra de sigilo e outras coisas que devem aparecer até lá.


Quer saber como seremos prejudicados com tudo isso? Muito simples. Vamos deixar de conhecer claramente os planos de governo de cada um dos presidenciáveis. Revendo os últimos dois debates feitos pela TV - Band e Rede Tv - assuntos como educação, saúde, reforma tributária e política, foram tratados com muita superficialidade.


E agora com essas denúncias de corrupção que envolve o Ministério da Casa Civil, cada voto passará a ser disputado não por ideias e propostas. Será disputado subestimando nossa inteligência e paciência. As próximas semanas serão marcadas por intensas trocas de acusações, entre os dois candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, José Serra, ou seja, estão usando artimanhas para desvirtuar o foco das eleições. E estão conseguindo.