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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maconha: sim ou não?

(Foto: Daniela Noronha)

No dia 7 de maio aconteceu a Marcha da Maconha em Vitória, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Além de grande participação popular, o evento contou com a presença de figuras públicas como Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas Rock Clube, e reabriu o debate sobre a legalização ou descriminalização da maconha na sociedade brasileira.
A discussão é longa e cada parte tem seu ponto de vista. Para os apoiadores da descriminalização da maconha, seja para uso pessoal ou medicinal, se apoiam em argumentos como a diminuição da taxa de criminalidade, tendo em vista que o tráfico, e tudo o que gira ao redor perderia a força e grande parte do dinheiro gerado. Outro fator apresentado por seus militantes é o fato da droga ser menos viciante, embora tenha mais substancias cancerígenas, que o café e mate menos pessoas no mundo que o álcool e o cigarro, tendo em vista que a OMS (organização Mundial da Saúde) estima que, por ano, cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do álcool e 200 mil por ano no Brasil morram vitimas do cigarro, enquanto para a maconha não há dados suficientes para completar uma pesquisa sobre suas vitimas pelo fato do número ser mínimo.
Já para os que são contra a legalização, um dos argumentos é o risco de câncer de pulmão, embora não haja nenhuma relação comprovada entre eles. Alguns ainda se apóiam no fato de que, na Holanda, país onde a maconha é legalizada em pubs e casas especificas para o consumo, a taxa de usuários cresceu de 3% para 12% após a legalização, sem levar em consideração que nos EUA, após a criminalização, a taxa de usuários, alunos do 2º Grau, saltou para quase 50%. Outros argumentos, não fundamentados em pesquisas ou dados, é o da destruição familiar causada pela droga.
Algumas verdades e mentiras sobre a maconha
Verdades:
Maconha pode causar câncer de pulmão: alguns estudos sustentam que a maconha mais do que a nicotina pode iniciar alterações cancerígenas em células do pulmão.
Não prejudica o feto: não há nenhuma comprovação de que o consumo materno de maconha faça mal ao feto, segundo a OMS.
Não atrapalha a performance de desportistas: atletas como jogadores de futebol que fumam até três cigarros de maconha por dia não apresentam nenhuma diferença de capacidade respiratória em relação aos que não fumam.
E mentiras:
Maconha vicia mais do que cigarro e álcool: 90% das pessoas que usam maconha na juventude param de fumar por volta dos 30 anos. Quem experimenta cigarro e álcool continua a consumí-los por muito tempo ou toda a vida.
Destrói a atenção, a memória e a capacidade de aprender: as pesquisas negam o clichê do maconheiro sonhador e distraído. Fumar ou não produz diferenças mínimas.
É mais fácil parar de beber do que parar de fumar maconha: a abstinência de cannabis pode gerar na pior das hipóteses insônia, ansiedade e sintomas semelhantes aos de um resfriado.
Não existe maconha de laboratório mais forte e viciante: pacientes que procuram centros de desintoxicação permitem observar que isso está de fato acontecendo.
Fonte: Revista ISTOÉ de 25 de Fevereiro de 1998.

Confira mais fotos da Marcha da Maconha clicando aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

“O caminho nunca é simples"

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, os candidatos e partidos começam a mobilizar-se para o lançamento das campanhas eleitorais. Neste momento, os futuros candidatos escolhem seus partidos e aproveitam o tempo para pensar nas propostas que futuramente irão fundamentar suas campanhas.
Como em toda eleição, veremos muitos rostos iguais e muitas propostas repetidas. Entretanto, esperamos também poder ver rostos novos, inovação e espírito de mudança, coragem e honestidade para dar um basta na atual situação política do país. Para uma nova política, é necessário que surjam novos políticos.
O SinergiaK conversou com o assessor parlamentar Renato Donizetti Violardi (foto), que é filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) desde 2007, sobre as atuais circunstâncias políticas, a importância de entendê-las e cumprir nossos deveres cívicos. “O Brasil tem uma democracia ainda jovem. Muitos erros foram e são cometidos, tanto pela classe política, quanto pela própria sociedade, que, com o voto, elege esses mesmos políticos”, disse Renato. “O caminho nunca é simples ou fácil, mas depende de cada um de nós”, completa.
Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.
SK - Nos tempos de hoje, onde a política não é bem vista pela sociedade, você acha que o papel do político, de contato entre a sociedade e o governo, tem se perdido?
RV - Não creio que esse contato esteja se perdendo, nem que haja um distanciamento da sociedade e governo. O que ocorre, acredito, é uma falta de interesse da sociedade em acompanhar o mandato do político. O canal entre governo e sociedade sempre existiu e permanece aberto. Com o avanço dos meios de comunicação, tornou-se mais fácil acompanhar uma notícia ou a atuação de um político pela internet, do que falar pessoalmente com esse mesmo político. Minha opinião é que passou a haver um certo desinteresse, um certo comodismo da sociedade em se engajar, mas quando ela, a sociedade, quer alguma coisa e se determina, se empenha, as coisas acontecem. A Lei da Ficha Limpa é um exemplo recente. O que precisamos é assumir a responsabilidade. Se queremos políticos melhores, se queremos um canal mais direto, aberto e próximo do governo, precisamos ter uma atitude diferente, uma atitude de maturidade que, infelizmente, não temos mostrado. O voto é o meio de darmos esse sinal, que será entendido pelos políticos, pelo governo e pelos estudiosos da política. O voto é o instrumento e a forma de mostrarmos satisfação ou não com o político ou o partido político, com o governo e com a oposição política ao governo. O voto deve ser estudado, ser comentado, discutido e deve ser responsável. O voto tem um valor muito alto, que não pode ser mensurado monetariamente. A sociedade é a grande, a maior responsável pela qualidade da política e os políticos que temos são o nosso retrato, imagem do interesse ou desinteresse da sociedade pela política. É a sociedade, através do voto, quem dá a legitimidade aos políticos e a dimensão do tamanho do contato entre a sociedade e o governo.
Hoje a maioria dos políticos está mais interessada nos status, dinheiro e autopromoção do que em realmente trabalhar pela sociedade? 
Não tenho qualquer dúvida que, hoje, a maioria - não todos, mas a maioria - acha que a política é uma profissão: bem remunerada, com muitos benefícios e vantagens, que podem se dar bem intermediando algumas obras ou contratos públicos. Isso faz parte da visão geral da sociedade sobre os políticos e é a linha mestra de conduta de alguns que se dizem políticos. A política não é profissão: é uma missão. A missão de levar esperança às pessoas. Muitos políticos trabalham pela sociedade em tempo integral. É uma minoria que, aos poucos, tem aumentado, mas continua sendo uma minoria. Creio que seja fundamental o envolvimento da sociedade, para que esses, que se dizem políticos, não façam mais parte da nossa política. 
O que acha de políticos que, como o Gilberto Kassab, criam novos partidos para fugir da punição de infidelidade partidária? Vê a atitude também como uma forma de mascarar a corrupção?
Kassab usou a própria lei para criar o PSD, ou refundar, como ele mesmo diz. Não creio que isso, a criação de um partido, tenha relação com corrupção. A criação de um partido esta cercada pela legalidade. Está na lei, está previsto no nosso Código Eleitoral e é acompanhado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo o político trocar de partido é legalmente permitido, se houver motivos que o levem a fazer isso.  Se vai ser ter legitimidade, somente quando chegar a próxima eleição é que vamos saber.
O que julga ser necessário para entrar - e sobreviver - no universo político sem se corromper?
Acredito que, além de valores morais e sociais sólidos, o acompanhamento do político pela sociedade seja fundamental para que o mesmo não se perca, não deixe seus objetivos. Nada de "os fins justificam os meios". A sociedade, não só os eleitores, tem que fazer um acompanhamento cerrado do político, pois a corrupção pode chegar a qualquer momento e de diversas formas. 
Em cidades pequenas, onde a política ainda se estende dentro de um sistema de coronelismo, realmente existe a oposição?
De fato, não. A oposição política deve ser entendida como modo diferente de pensar as políticas públicas, o oposto daquilo que é aplicado. Ser de partido político diferente, ou adversário político de quem está no poder, não pode ser confundido como ser de oposição. A oposição existe pelo fato de que, em todas as cidades, existem pensamentos opostos. Colocar-se como sendo de oposição à administração pública de uma cidade pequena pode fechar portas que beneficiem o vereador que usa de expedientes para algum benefício pessoal, como agilizar a marcação de uma consulta médica, um exame, a troca de lâmpadas em alguma rua. Cumprir o seu papel de fiscalizador das contas públicas ou apresentar um projeto de lei pode ser entendido como um gesto oposicionista, o que não é verdade.
O que se tem, então, são frentes que defendem uma briga ou disputa política meramente superficial, como um show ao publico?
Sem dúvida alguma. E, o que é pior, uma grande parcela da sociedade gosta desse tipo de "faz-de-conta". Questões relevantes, como a Lei Orçamentária Anual, Audiências Públicas, reuniões das Comissões Permanentes dentro de uma Câmara Municipal, Assembléia Legislativa ou do Congresso Nacional, que são os canais diretos de participação, tanto da sociedade quanto dos políticos engajados, não são acompanhados pela maioria. O mandato do parlamentar não é acompanhado pelos seus eleitores ou pela sociedade e, às vezes, para aparecer mais, normalmente próximo às eleições, uma parte dos políticos preferem criar situações que os deixe em evidência. Essa situação não traz profundidade a qualquer tema ou questão relevante. Credito uma parcela dessa situação à própria sociedade, que por vezes prefere ser enganada para tirar o peso de sua responsabilidade por ter ajudado a eleger esse tipo de político.
O que não podemos é fugir da discussão sobre o nosso papel, o papel de toda uma sociedade e de todos nós, enquanto indivíduos, agentes das transformações.
Se, ao elegermos um personagem, como o Deputado Federal Tiririca, queremos protestar, devemos entender a dimensão que essa atitude pode representar no funcionamento do Congresso Nacional. O voto de protesto é inútil e perigoso. Uma irresponsabilidade que talvez ainda não compreendemos.
As transformações pelas quais passam a sociedade, refletem diretamente na qualidade da política e o inverso, também é verdadeiro.
Penso que a omissão, o "deixar para lá", é a concordância com a prática dos nossos políticos. O voto é, se não o único, o instrumento mais precioso e claro para dizermos "não" ao que está errado.
Quando nos damos conta do tamanho de transformação que o voto representa, passamos a questionar e exigir dos nossos representantes, uma atitude, uma posição, sem receio de criticar, ou de sugerir, debatendo os problemas e encontrando juntos, as soluções.
Já houve muitos avanços, nesse sentido. Hoje se tornou muito mais fácil qualquer pessoa fiscalizar o poder público, com a Lei da Transparência dos Gastos Públicos, com a Lei de Responsabilidade Fiscal e, atualmente em discussão no Congresso Nacional, a Lei de Responsabilidade Eleitoral. As Organizações Não Governamentais de acompanhamento político, como o Movimento Voto Consciente, Transparência Brasil e AMARRIBO, entre outras, tem desempenhado um papel fundamental na ajuda de criar uma consciência de cidadania. mostrando que todos nós temos direitos e responsabilidades. Enfim, o caminho nunca é simples ou fácil, mas depende de cada um de nós."
Renato Violardi é dono do blog "Cabreúva em Foco - A verdade com coragem".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Passe escolar, para que?

Desde o dia 06 de abril, os estudantes da cidade de Itu não podem mais contar com os passes escolares que lhes era concedido, por um convênio entre os governos estadual e municipal.
Cerca de 1,2 mil estudantes deixaram de receber o auxilio, que é direito do aluno e dever do Estado. Em entrevista ao jornal Folha da Cidade, Marilda Cortijo, secretária de Educação da cidade, disse que, dos passes cancelados, 500 não fizeram o cadastro obrigatório, que é de responsabilidade exclusiva dos alunos e seus responsáveis. Dos 700 restantes, 300 casos já foram solucionados na última semana.
Mas ainda restam 400 casos de cancelamento sem explicação. Segundo a Diretoria Regional de Ensino, em reunião com os vereadores no dia 25 de abril, data em que a autorização das crianças de circular com os ônibus terminou, as passagens foram bloqueadas pois 80 alunos que não tem direito ao beneficio estavam na lista. O Estado mandou desbloquear os 1,2 mil passes, mas a prefeitura não desbloqueou.
Segundo o vereador Adauto Gonçales, em seu perfil do Facebook, os passes foram cancelados pelo fato de, na lista enviada pela prefeitura ao Estado, constarem nomes de crianças “fantasmas”, que não estão matriculadas em escolas ou que não recebiam o passe escolar.  E completou: "Para quem iria esse dinheiro?? Vou denunciar ao Ministério Público. Isso é revoltante!!"
Enquanto nada é resolvido, as crianças continuam sem passes e sem respostas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PEC do diploma de Jornalismo

Em 17 de junho de 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o Decreto-Lei de 1969 que dispunha sobre a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista no Brasil, sob a afirmação de ser inconstitucional uma profissão com exercício amplo da liberdade de expressã exigir diploma.

Dia 1º de julho de 2009, com 50 assinaturas, 23 a mais que o necessário, foi aceita e protocolada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 033/09, que dispõe sobre a volta da obrigatoriedade do diploma no exercício da profissão de jornalista. 

Em abril deste ano, foi divulgado que a PEC voltou para votação no Senado, que aconteceria na semana em que se comemora o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, 3 de maio. Segundo informações, 68 senadores são a favor da PEC e apenas 6 contra.

Segundo Caroline Rizzi, jornalista da Folha da Cidade, de Itu, a obrigatoriedade do diploma é importante para que não ocorra mais desvalorização do jornalista. “Um diploma não traz apenas qualificação, mas maturidade, o que eu, particularmente, avalio como a maior virtude de um jornalista. É daí que vem a percepção para a ética, para o olhar da sociedade e, enfim, para a abordagem.”, completa. Grecia Baffa, estudante de jornalismo considera que  "não ter um diploma é deixar a porta aberta para qualquer um entrar, seja ele bom ou mau profissional.”

terça-feira, 26 de abril de 2011

Trem vai funcionar?

Anunciado em 2007 e com o intuito de resgatar o charme e a beleza da ferrovia nas cidades de Itu e Salto, o projeto, que está orçado em R$ 10 milhões, dos quais R$ 4 milhões já foram repassados às prefeituras para obras de revitalização dos trilhos, dormentes e estações, pretende interligar as cidades de Itu e Salto através da antiga Companhia Ituana de Estrada de Ferro, que foi fundada um dia antes da Convenção Republicana, hoje desativada.

Em 2008, ano em que a verba de R$ 4milhões foi liberada pela então Ministra do Turismo, Marta Suplicy, foi anunciado que o trem entraria em funcionamento em 2010, para comemorar os 400 anos da cidade de Itu – o que não aconteceu. Em 11 de Fevereiro de 2010, oito dias após o aniversário de 400 anos da cidade, data que deveria ser inaugurado, foi anunciado pelo Ministro do Turismo, em visita a Salto, o repasse de mais R$ 1milhão para a continuação das obras e inicio da atividades já até o fim de 2010.
Já estamos em 2011 e, mesmo com o repasse das verbas, o trem ainda não saiu do papel. Segundo as prefeituras ainda este ano o trem estará em funcionamento, trazendo mais lazer e cultura para as cidades.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Andar de ônibus em Itu ficou mais caro

Mesmo com todo o descontentamento da população, a partir de 1º de Abril o preço das passagens de ônibus que rodam em Itu passam para R$ 2,80, R$ 0,20 a mais que a anterior, que já havia sido alterada há um ano.

A partir dessa data, os cidadãos que utilizam o transporte publico da cidade e que trabalham 21 dias no mês, por exemplo, que utilizem uma condução para ir e uma para voltar, terão gasto mensal de R$ 112,00, sendo que antes eram apenas R$ 104,00.

Enquanto isso, a qualidade do transporte continua com problemas. Goteiras nos ônibus, falta de espaço, atrasos e falta de educação e de respeito com os usuários.

Mesmo com as duras criticas ao aumento das passagens, a Avante, empresa responsável pelo transporte público de Itu, rebateu dizendo que os custos com água, luz, telefone e empregados aumentou. Porem, segundo um motorista, os salários não aumentaram e a cansativa jornada não foi reduzida.

terça-feira, 22 de março de 2011

III Jornada Pelo Tietê reuniu cerca de 3 mil pessoas

A Caminhada Ecológica da III Jornada pelo Tietê aconteceu no sábado, dia 19 de março, na Estrada Parque, que liga os municípios de Itu e Cabreúva.

Foto: Lucas Spinardi

Pelo terceiro ano consecutivo, a população e as entidades da região se uniram numa caminhada ecológica, em prol do meio ambiente, na III Jornada Pelo Tietê. Moradores de Itu, Cabreúva, Salto e Porto Feliz caminharam até a Gruta, na Estrada Parque, em uma manifestação contra a construção de uma das usinas hidroelétricas do projeto das PCHs (Pequenas Centrais Hidroelétricas) que se instalaria em um dos trechos da Estrada Parque, e que, segundo Maria Helena Schiavone, transformaria em “um imenso lago de esgoto” uma das poucas reservas de Mata Atlântica que restaram no país.

O evento foi organizado pelas ONGs Caminho das Águas, CJ Caipira, 5 Elementos – Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental, Fundação SOS Mata Atlântica, Eco Salto, INEVAT – Instituto de Estudos Vale do Tiete, Pastoral da Ecologia e do SAAE – Itu, em parceria com a Águas de Itu, Tratado pela Educação Ambiental, REJUMA e REPEA, em parceria com as prefeituras de Itu, Salto, Cabreúva e Porto Feliz.

“Isso é um movimento civil! É o povo reunido por uma coisa que ele acredita. Se as prefeituras não apoiassem o projeto a gente ia fazer do mesmo jeito”, conta Vanessa Andretta, moradora da cidade de Cabreúva que participou da caminhada nos três anos.

Com o objetivo de debater soluções para os problemas ambientais na Bacia do Médio Tietê, o evento esse ano deu inicio ao Fórum Permanente de Defesa do Rio Tiete no dia 16 de março, como parte das comemorações do Dia da Água, 22 de março. Nesse encontro, o prefeito de Salto, Geraldo Garcia, falou em nome dos outros três e ressaltou a importância da parceria entre o poder publico e o cidadão para a despoluição do rio.

Além da proteção do rio Tietê, o projeto abordou o novo Código Florestal, que tem como fundamento regulamentar a ação do homem com a natureza. Nele estão contidas regras para controlar o desmatamento e limitar a área mínima de mata ciliar, além de outras mais especificas. Hoje o código passa por mudanças, em sua maioria, prejudiciais para a fauna e flora brasileira, como a diminuição pela metade da área de mata ciliar.

Mesmo com a intenção boa o projeto reúne um grande publico, porém a quantidade de adeptos ainda é muito baixa, já que grande parte do publico é composto por alunos das escolas publicas e privadas dos municípios integrantes. A maior parte dessas escolas não faz uma conscientização para as questões ambientais que envolvem o projeto e tem sua participação atrelada à nota ou conceito no fim do bimestre para os participantes. Não há, como lamentou o senhor Edmundo Picasso Prado, integrante da Pastoral de Ecologia de São Paulo, continuidade: “o povo está anestesiado pela mídia, vêm aqui, mas dificilmente continua trabalhando pelo meio ambiente depois.”

Ao final do evento, Maria Helena fez um ultimato e declarou que “19 de março de 2011 é o ultimo dia que nós toleramos o Tiete sujo. Daqui para frente é tolerância zero com todas as autoridades responsáveis pela limpeza desse rio.” E completou dizendo que acompanha a questão rio Tiete desde 1990, quando foi anunciado que o processo de limpeza duraria apenas 10 anos e hoje, 20 anos depois, nada ainda foi feito.


Confira mais fotos do evendo na galeria do Flickr do SinergiaK, clicando aqui.

quinta-feira, 17 de março de 2011

"Eu nunca aceitei o comum!"



Salto doze, vermelho como os cabelos cuidadosamente penteados. Colar de pérolas até a cintura, anéis, brincos e muita atitude. Poderia se tratar de uma mulher de vinte ou trinta anos, mas Marlene Caleffo tem 67.

Coordenadora da Mulher da cidade de Salto, Marlene conversou com os estudantes da Faculdade de Comunicação e Artes do CEUNSP na noite do dia 1º de março, inaugurando o circuito de palestras Questão Jovem, que tem como objetivo discutir temas que abranjam o universo jovem no século XXI.

Antes mesmo de se começar o bate papo, o público, majoritariamente feminino, foi completamente conquistado com as apresentações musicais. Músicas como ‘Lady Marmalade’, do famoso musical Moulin Rouge, e ‘Man, I Feel Like a Woman’, de Shania Twain, representam, para as jovens mulheres do século XXI, a ousadia, a quebra de regras e tabus, a força e a sensualidade da mulher moderna.

Marlene compartilhou com os presentes não só seu trabalho na Coordenadoria da Mulher, que ela descreveu como ‘uma missão’, mas também suas lutas pessoais como profissional, esposa e mãe. “Eu gosto das coisas difíceis”, disse.

Desde a infância, na cidade de Salto, numa época em que a sociedade era completamente patriarcal, em que os homens não só sustentavam, como também mandavam nas mulheres, ela já vencia obstáculos. Nunca deixou que o fato de ser mulher a impedisse de realizar seus sonhos. Quando criança cursou aulas de acordeom – diferente de tantas mocinhas que aprendiam piano e ponto cruz. Ia sozinha para as aulas de jardineira, uma espécie de ônibus. “Desde os dez anos que eu sempre quis ter a minha independência. Aos dez anos eu disse para os meus pais que queria trabalhar. Disse: ‘eu não acho que tem valor eu dar presente pra você e pra mamãe com o dinheiro que vocês me dão’ e eu e minha mãe fomos estudar em São Paulo e abrimos o primeiro salão de beleza de Salto”.

A ousadia de Marlene, pode-se dizer, é genética. Sua mãe, Dezolina, casou-se com João Baptista, que não só era dezessete anos mais velho: era viúvo. “Já imaginaram o escândalo, o preconceito?”, mas ela explica de outra maneira: “eu nunca aceitei o comum”.

Não faz muito tempo que as mulheres começaram a conquistar seu espaço no mundo moderno. “Antes, a mulher era criada, educada, para casar, cozinhar, lavar, passar, ter filhos e calar a boca!”, conta Caleffo. E prossegue explicando que homens só se casavam quando tinham poder financeiro suficiente para sustentar sua casa, mulher e filhos. Não era aceitável que a mulher precisasse trabalhar para ajudar o marido.

No século XXI, a mulher, super competente, ágil e proativa, tem conseguido atingir cargos de importantes em grandes empresas, que eram, até pouco tempo, ocupados por homens. De acordo com um levantamento realizado pela Catho Online, maior classificados online de currículos e empregos da América Latina, as mulheres já ocupam 58,63% dos cargos de coordenação, ou seja, mais da metade destes profissionais são do sexo feminino. Além disso, 22,91% dos cargos mais elevados das organizações, como presidentes, pertencem as mulheres.

Aquelas mulheres submissas e passivas, escravas obedientes dos maridos se transformaram em guerreiras independentes e fortes, que lutam pelos seus direitos e desejos com garra e coragem e não se deixam desanimar por preconceitos e tabus. A cada dia que passa a mulher se torna mais indispensável à sociedade moderna, que finalmente começa a enxergar o poder feminino de tornar o mundo melhor.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Depois das eleições: e o Serra?

Quatro meses após as eleições, da qual saiu derrotado, José Serra (PSDB) começa a apresentar sinais de derrota, além de política, moral. O tucano tem demonstrado grande descontentamento com o governo de Dilma, a quem fez fortes acusações de alianças com ditadores e narcotraficantes.

Na última semana, Serra postou em seu Twitter duas mensagens dizendo que Lula, Dilma e todo o Partido dos Trabalhadores (PT) têm ligação com Muammar Gadafi, ditador da Líbia, que está passando por mobilizações populares pelo fim de seu governo.

Em uma das postagens, Serra afirma: “Gadhaffi, da Líbia, foi terrorista internacional: derrubou voo de passageiros da Panam sobre a Escócia. Amigo do PT e de Lula”. Em seguida, afirma que governo líbio, mesmo com a ajuda de Lula, do PT e de toda a força que está usando contra seu povo, irá ser derrubado e que Dilma e seus aliados não cumprirão as promessas de campanha.

Dias depois da votação do salário mínimo, Serra estava confiante e animado pelo fato de a oposição ter conseguido alcançar uma grande quantidade de adeptos, que votaram a favor do valor de R$ 600,00, ao contrario da base aliada ao governo que o instituiu em R$545,00.

Apesar de todas as críticas que tem feito ao governo de Dilma, o tucano afirma que ainda não sabe se irá candidatar-se nas próximas eleições.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sarney está de volta

Há algumas semanas fomos surpreendidos, ou não, com a reeleição de José Sarney ao cargo de presidente do senado. O Senado Federal, juntamente com a Câmara dos Deputados, compõe o Congresso Nacional, que é o Poder Legislativo do Brasil. O Poder Legislativo tem como atribuições, além de outras, criar, votar e colocar em pratica projetos de lei.

José Sarney está em seu quarto mandato como presidente do Senado Federal, mas garante que esse será o ultimo, mas será que podemos confiar mais dois anos em alguém que, no passado, foi flagrado utilizando dinheiro público para bem próprio, deixando quem realmente precisa desamparado, e que continua circulando pelo Congresso com tom de cinismo e hipocrisia, sabendo que a impunidade reina na região central do Brasil?

Dessa vez, pudemos perceber que os veículos da grande mídia nacional tentaram dar uma amenizada na reeleição de Sarney. No entanto, com o avanço das mídias alternativas, como o Twitter, e o Facebook, esses assuntos não estão caindo no esquecimento. As redes sociais têm ajudado a população a se informar sobre o que está acontecendo no Congresso a cobrar mais de seus governantes.

Cada vez mais o Brasil tem se conscientizado de que quem realmente tem o poder é o povo e que, se nós escolhemos, a responsabilidade é nossa.